Leo Batista (1932-2025)

Leo Batista

Faleceu em 19.01.2025, aos 92 anos, Leo Batista, um dos maiores jornalistas da história do Brasil, ícone do jornalismo esportivo na TV. Em O Globo:

O âncora e repórter, que esbanjou simpatia ao longo de quase um século de vida, se identificou mais com a imprensa esportiva ao longo da carreira, mas soube marcar espaço em muitas outras coberturas. Além de fazer parte da bancada do Jornal Nacional, passou 40 anos cobrindo o Carnaval do Rio de Janeiro no rádio e na televisão. Ele faleceu no hospital Hospital Rios D’Or, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em função de um tumor no pâncreas.

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Na Wikipédia:

João Baptista Bellinaso Neto, mais conhecido como Leo Batista, nasceu em Cordeirópolis, em 22 de julho de 1932. Era apresentador, dublador e locutor. Filho dos imigrantes italianos Antonio Bellinazzo e Maria Rivaben, o pequeno João Baptista nasceu no interior de São Paulo no então distrito de Cordeiro do município de Limeira.

O pseudônimo “Leo” veio do nome de sua irmã, Leonilda. (…)

Em 1952, Leo foi para o Rio de Janeiro concorrer a uma vaga na Rádio Clube do Brasil, mas em vez disso, foi contratado pela Rádio Globo, para trabalhar como locutor e redator de notícias no programa “O Globo no Ar?”, comandado por Raul Brunini.

Sua estreia como locutor esportivo aconteceu em uma partida entre São Cristóvão e Bonsucesso, no Maracanã. A partir da edição de 1950, Leo participou de todas as Copas. Ao vivo ou na retaguarda, atuou também em Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos… “Não perdi mais nada” – afirma Leo.

Ele foi um dos que transmitiram o primeiro jogo da carreira de Mané Garrincha, em 1953.[ Pela Rádio Globo, Leo Batista entrou para a história em 1954, sendo o primeiro radialista a noticiar o suicídio de Getúlio Vargas. (…)

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https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Leo_Batista

No jornal O Dia:

Em 1952 foi contratado pela Rede Globo. Dois anos depois, em um dos acontecimentos mais trágicos da história da política brasileira, o suicídio do então presidente Getúlio Vargas, Léo Batista, que tinha 22 anos, foi o primeiro radialista a noticiar a informação que muderia os rumos da história do Brasil. No ramo esportivo, Léo Batista também foi um dos radialistas que transmitiu a estreia de Garrincha em 1953 pelo Botafogo.

Neste período começou sua paixão pelo Botafogo. Ele se tornou torcedor do clube carioca, após acompanhar uma partida do Alvinegro contra o Fluminense no Maracanã nos anos de 1950.
“Estava no Maracanã. Fui assistir um jogo com alguns amigos, era Fluminense Botafogo. De repente, o Botafogo começou a jogar melhor, saiu uma jogada bonita e pronto, um golaço do Botafogo. Pulei gritando gol. Depois lance pensei: “Ué, estou torcendo para o Botafogo?”. Daquele instante em diante acabou, virei Botafogo”, relembrou.

O jornalista foi para a televisão em 1955 para trabalhar na extinta TV Rio. Lá, Léo Batista comandou por 13 anos, o Telefornal Pirelli. Em 1970, iniciou sua trajetória na Rede Globo, que durou até o dia da sua morte. Na emissora do Jardim Botânico, Léo foi contratado para trabalhar na equipe esportiva, mas chegou a apresentar durante um período as edições de sábado do Jornal Nacional.

Na Globo, Léo Batista foi responsável por criar o programa “Globo Esporte”, em 1978, que segue no ar até os dias de hoje, participou da cobertura de Copas do Mundo, de Jogos Olímpicos, narrou gols no “Fantástico” e também teve participação no “Globo Rural”, além de ser importante na inauguração do “Jornal Hoje”.

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~ por Tommy Beresford em janeiro, 19 2025.

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