[Resenhas] Elvis & Nixon

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O que aconteceu com Richard Nixon em dezembro de 1970? Muita coisa importante certamente, afinal ele ainda estava no início de sua segunda passagem pela presidência dos EUA, muito antes do escândalo conhecido como Watergate. E o que aconteceu com Elvis Presley no mesmo período? O ícone do rock era sucesso mundial e tinha rodado, semanas antes, um documentário chamado “That’s The Way It Is” que virou um mega sucesso, além de seus shows incríveis em Las Vegas. O que pouca gente sabe é que ambos se encontraram em 21 de dezembro daquele ano. Mas o que aconteceu nesse encontro de fato?

Sim, há testemunhas. Seu amigo Jerry Schilling — vivido no filme por Alex Pettyfer, o único que viveu para contar a história e atualmente ainda mora com a mulher na casa que Elvis comprou para eles — e alguns assessores. A filha de Nixon não estava presente, mas recebeu um autógrafo do astro da música, e foi tirada uma foto histórica que até hoje é a imagem mais buscada no Arquivo Nacional Americano. A diretora Liza Johnson construiu um filme que deixa margem à imaginação do espectador desde o início: quando dois americanos tão poderosos se encontram, o que realmente pode ter acontecido? Ambos eram protagonistas do encontro, ou Nixon se curvou a Elvis? E Elvis, que teoricamente teria pedido o encontro, teria seguido todo o protocolo necessário para se encontrar com o chefe da nação? Será que Elvis levou um presente para Nixon, e teria sido o que o filme apresenta?

Também segundo o longa, Elvis teria chegado aos portões da Casa Branca de carro e teria entregue pessoalmente uma carta para os seguranças, que não acreditavam na cena mas foram convencidos a encaminhá-la. Será? Há um tom farseco, com um pé no cômico, em diversas cenas, e o público realmente se diverte. Mas a melhor coisa do filme é o embate entre dois grandes atores. Michael Shannon pode não ter a beleza nem o viço de um Elvia ainda no auge, mas evita com sucesso trafegar apenas no que era mais “personagem” da máscara de cabelo, olhares e roupas extravagantes que Elvis carregava como figurino e escudo. Kevin Spacey, ao contrário, acentua as linhas de Nixon sem contudo deixá-lo caricato, e brilha mais uma vez.

O elenco de apoio também está muito bem, com destaque para Colin Hanks como Egil “Bud” Krogh, o assessor presidencial que era fã de Elvis. O filme tem cerca de uma hora e meia e portanto não demora a chegar ao ápíce: o encontro entre os dois certamente gera talvez a melhor sequência feita no Salão Oval da Casa Branca: pelo menos, a mais bizarra e divertida. Compre sua pipoca e divirta-se: um ótimo entretenimento.

Tommy Beresford

NIXON

~ por Tommy Beresford em junho, 20 2016.

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