[Resenhas] A Fita Branca

Depois de (finalmente) ter assistido ao filme, resolvi perguntar a algumas pessoas o que acharam de “A Fita Branca”. Uma resposta foi comum: “Gostei bastante do filme, mas o final…” e a partir daí as expressões variam entre “não entendi”, “não gostei”, “por que aquele final ?”, “acabou com o filme”, entre outras. Ninguém respondeu “não, estava muito claro que a explicação era XYZ”.

Talvez a intenção do diretor Michael Haneke tenha sido deixar que o espectador decidisse seu próprio final. Talvez as respostas estivessem no filme o tempo todo. Mas o fato é que, durante toda a história, o filme dá sede ao espectador de chegar ao final e, quando este chega, a sede continua.

Seja como for, o premiado filme tem muitos méritos (o elenco, por sinal, é ótimo, as crianças dão show), e pode gerar mesmo várias interpretações. Há quem analise-o como uma produção que, com alegorias nem sempre fáceis, toca na questão da tirania nazista dando a entender que o embrião de todo o mal subsequente não nasceu, puft, de uma hora para outra, mas já estava espalhado em variadas proporções, de diversas maneiras.

Mas você pode enxergá-lo apenas pelas questões da brutalidade e incompreensão, seja do pai que trata os filhos de forma intransigente, seja pelos que não aceitam uma deficiência, seja pelo abuso sexual dentro de casa, seja pelo disse-me-disse de uma cidade pequena… Questões que, portanto, continuam atuais, totalmente dentro de nossos noticiários cotidianos.

Um ótimo filme, sem dúvida. Mas o final…

~ por Tommy Beresford em abril, 28 2010.

2 Respostas to “[Resenhas] A Fita Branca”

  1. Um filme moderno com uma “roupagem antiga”, diga-se de passagem, pois “A Fita Branca” apenas reacende a questão da intolerância que existe em cada ser humano visto pela ótica das crianças, que povoam a intricada estória. A fotografia em preto e branco só realça esta visão, dando a impressão do do deja vu, mas o intrínsico está ali, atual e assustador. Não há final porque a estória ainda não acabou…

  2. O filme é ótimo, mas o final…
    … é melhor ainda, deixa uma sensação de espectativa e de saciedade ou seja aquela tal “sede” que vocês mencionaram só se desfaz se soubermos o contexto do filme e o direcionamento correto da história.

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