[Resenhas] Se Beber, Não Case 2

Esta semana completo 15 anos como usuário de internet. Desde então, muita coisa mudou na rede mundial de computadores, mas até hoje ainda recebo as mesmas piadas por email, embora às vezes recicladas (muda o torcedor do time, por exemplo, ou o político em evidência). Mas algumas são boas o suficiente para causar risadas apesar da modificação.

“Se Beber, Não Case 2” é a piada reciclada e, ainda que fique bem aquém do primeiro, é feita com competência. O novo filme usa o mesmíssimo mote do anterior (leia a resenha do Cinema é Magia clicando aqui), e ainda assim faz rir e não soa repetitivo. Se (justamente por isso) não é tão surpreendente quanto seu bem sucedido antecessor, continua com o poder de divertir sem compromissos com nada mais do que o entretenimento da plateia. Mas com alguns poréns.

Com os mesmos absurdos de sempre e um final digno de aplausos com a surpreendente volta de um personagem-chave do filme anterior, a nova produção começa meio lenta mas engrena quando as situações vão se explicando e os velhos personagens vão aparecendo, como o inacreditável Chow. Sem todo o brilho inebriante de Las Vegas, agora explorando o submundo de Bangcoc ou pelo menos seus clichês, “Se Beber, Não Case 2”, porém, é bem mais pesado, e pode chocar alguns espectadores mais pudicos, com cenas para lá de explícitas. Apesar de não cair no pastelão ridículo de boa parte das comédias americanas, há muita coisa apelativa dessa vez, over mesmo, como as “corriqueiras” citações homofóbicas e as drogas como lugar comum totalmente excessivo e desnecessário (em especial no “devaneio infantil” do personagem Alan no monastério).

Justin Bartha (que aparece menos ainda desta vez) e Bradley Cooper estão competentes como sempre, mas são mesmo (e mais uma vez) Ed Helms (que faz o noivo da vez) e Zach Galifianakis que mais uma vez roubam a cena; pena que o personagem deste último tenha se tornado mais insuportável do que nonsense. Desnecessário o irmão da noiva, bem como o macaco, que não acrescentam muito ao filme. Destaque para a pequenas participação do sempre excelente Paul Giamatti.

Aconselho assistir ao primeiro antes, caso você não o tenha visto na época, mas ainda assim o entendimento não é comprometido. De resto, compre a pipoca, evite as comparações, esqueça o mundo real e divirta-se.

Tommy Beresford

Em tempo: caso você tenha chegado aqui procurando alguma resenha crítica do filme para um trabalho escolar, lembre-se que o nome do autor e, em especial, o estilo de quem escreve fazem a grande diferença (e não enganam o professor, ainda que você mude uma parte ou outra do texto).

~ por Tommy Beresford em maio, 31 2011.

Uma resposta to “[Resenhas] Se Beber, Não Case 2”

  1. adorei o filme e resenha!!!

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