[Resenhas] Truque de Mestre

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Se você disser a alguém “este é um filme para ser assistido no cinema”, você estaria falando de que tipo de filme ? Talvez um filme de aventuras, com muita ação, explosões, 3D. Mas “Truque de Mestre” não se enquadra nisso, e eu diria que, sim, este é um filme para ser assistido na sala escura, antes de rever na TV depois de alguns meses. Há cenas (especialmente os 15 minutos finais) que “precisam” ser vistos em uma tela enorme.

O filme do diretor francês Louis Leterrier é excelente, e já bastariam as cenas de Morgan Freeman e Michael Caine, que nem são os protagonistas do filme, para indicá-lo, ambos excepcionais ainda que em papéis não tão excepcionais assim. As cenas principais da trama estão a cargo de quadro ótimos atores, tão diferentes quanto os personagens que interpretam: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Isla Fisher e Dave Franco são adoráveis, difícil não gostar de cada um.

A produção ainda tem um de meus atores-comuns (não sei explicar esta expressão) favoritos, Mark Ruffalo, a eficiente Mélanie Laurent (de “Bastardos Inglórios”) e um roteiro bem costurado (de Boaz Yakin, responsável por “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo”, juntamente com Ed Solomon, de “Homens de Preto”, e o estreante Edward Ricourt), ainda que não necessariamente surpreendente como “estrutura cinematográfica” (cruzes). Louis Leterrier se sai muito bem na direção do longa, e assim tira das costas mirabolâncias como “Carga Explosiva 2 (2005), “Cão de Briga” (2005), “O Incrível Hulk” (2008) e “Fúria de Titãs” (2010).

Não há tédio: mais impressionante que os truques do filme é o nível de envolvimento do espectador comum, realmente capturado não somente pelos grandiosos “atos ilusionistas” mas pela trama em si. Todos torcem, tentam entender, e ficam tão “dentro” da trama que acabam não conseguindo o distanciamento que os tornariam mais críticos a este puro e apaixonante entretenimento. Assistindo uma segunda vez, talvez o encantamento seja menor; então veríamos as fragilidades dos quatro ilusionistas enquanto personagens e pediríamos explicações maiores sobre muitas coisas mas… para que pensar de forma tão crítica ? Afinal, como se diz no filme (“Now You See Me” em seu título original), “quanto mais de perto você olha, menos você vê”…

Envolva-se e deixe-se iludir: melhor é mergulhar fundo nessa loucura, insistir em adivinhar o que há por trás de tanta… magia. E se nosso blog se chama “Cinema é Magia”, não poderíamos deixar de fazer a resenha e recomendar este fascinante “Truque de Mestre”: assistam… nos cinemas !

Tommy Beresford

Now You See Me film still

~ por Tommy Beresford em julho, 12 2013.

2 Respostas to “[Resenhas] Truque de Mestre”

  1. estava em dúvida se assistia, agora vou correr pra bilheteria 🙂

  2. Gostei mais da resenha do que do filme, Tommy. Sim, assisti em casa, na telinha – o que tira “o charme” (e o impacto) das cenas bacanas na telona. Mas, realmente, apesar de ter curtido o espetáculo (cine é espetáculo, pois não? Hehehehe…), sua reflexão me despertou o que acho que faltou no filme: atuações mais “firmes”, melhores mesmo.
    Dos poucos minutos de Freeman e Caine, desnecessário falar. Gosto muito de Ruffalo também, mas achei o personagem “menor”. Os quatro mágicos, bons, mas já os vi melhor – p.ex. Harrelson (que a cada vez curto mais) e Eisenberg (minha atual “aposta” de grande ator). Fico com a atuação de Mélanie Laurent, esta sim, muito bem: nunca se sabe de que lado ela realmente está…

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