[Resenhas] O Mordomo da Casa Branca

mordomo-poster

Enquanto “O Mordomo da Casa Branca” foi super amado e elogiado nos Estados Unidos, a crítica brasileira não perdoou o filme. Querem saber o motivo ?

[pensa-pensa-pensa]

Não sei.

Talvez tenham ficado incomodados com Vanessa Redgrave interpretando uma senhora de escravos, com Mariah Carey interpretando a mãe do personagem principal quando criança, com Lenny Kravitz e Cuba Godding Jr. como empregados da Casa Branca, ou com Robin Williams como o presidente Eisenhower, James Marsden como Kennedy, Alan Rickman como Reagan, John Cusack como Nixon e Jane Fonda como Nancy… Se for isso, continuo sem saber porquê.

Nem o tal “excesso de sentimentalismo” citado por um dos críticos é verdadeiro: o diretor Lee Daniels (de “Preciosa”) é até bem “seco” em momentos em que poderia ter explorado a pieguice ou pintado com tintas ainda mais fortes os conflitos raciais. Outro crítico cita que “o roteiro exagera ao dar uma importância maior do que necessária para o seu protagonista”… mas como assim ? Ele é o protagonista ! Pelamor…

Outro sugere que a parte do mordomo poderia ser suprimida, apresentando apenas a história criada para seu filho Lucius… mas o nome do filme é “O Mordomo da Casa Branca” (“The Butler”, no original), e o roteiro de Danny Strong e Wil Haygood foi baseado em um artigo com o título “A Butler Well Served by This Election”, de Will Haygood, publicado no jornal Washington Post, justamente sobre Eugene Allen, filho de escravos que trabalhou durante mais de três décadas na Casa Branca, e que portanto serviu a oito presidentes… Enquanto isso, outro crítico diz que Lucius e seu envolvimento com os “Panteras Negras” (que não existe na história original) deveriam ser suprimidos do filme…

O que querem os críticos afinal ?

Se querem grandes interpretações, eles têm: David Oyelowo brilha como Louis, o filho mais velho do casal. Oprah Winfrey não solta uma lágrima além do que deveria como sua mãe: em personagem muito diferente, Oprah relembra outra brilhante interpretação como atriz, em “A Cor Púrpura”, pelo qual recebeu indicações e prêmios quase 30 anos atrás. E quem poderá não acreditar que ela e Forest Whitaker têm imensas condições de serem indicados a diversos prêmios, inclusive o Globo de Ouro e o Oscar, ele estupendo no papel de Cecil, o nome escolhido para o mordomo no filme ?

Há sim algumas “alterações dramáticas”, as chamadas “licenças cinematográficas”, como a inserção de um segundo filho, por exemplo, além da troca do nome do mordomo. As cenas de “aprendizado” para aguentar a tortura do preconceito racial merecem ser destacadas, mas o grande trunfo do filme é mesmo a interação do mordomo com a presidência.

É bom deixar claro, já que citei o clássico de Spielberg, que “O Mordomo da Casa Branca” não é uma obra-prima, e não se inseriria em listas onde “A Cor Púrpura” certamente sempre estará. Mas o filme é ótimo, merece ser assistido e deve estar nas listas de premiações “di cum força”: merece, apesar da crítica brasileira…

Tommy Beresford

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~ por Tommy Beresford em novembro, 26 2013.

2 Respostas to “[Resenhas] O Mordomo da Casa Branca”

  1. Também não entendi a crítica negativa. O filme é maravilhoso!

  2. Olha, demorei dois dias pra conseguir assistir o filme – o sono me venceu várias vezes. Mas mesmo assim insisti, e… gostei!
    Claro que não se compara a outras atuações de Whitaker, mas tanto Oprah quanto o filho Louis (David Oyelowo) estão muito, muito bem. E o “desfile de presidentes” sob a ótica do mordomo é ótima!

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