[Resenhas] Traídos Pelo Destino

Traäos pelo Destino, cartazQualquer filme que tenha Joaquin Phoenix ou Mark Ruffalo é bom chamariz para que eu vá ao cinema. São dois grandes jovens atores que (em especial o segundo) ainda não conseguiram a popularidade que deveriam ter (e, acho eu, o próprio respeito da crítica).

Traídos pelo Destino (o título em português de “Reservation Road”, bem no já conhecido estilo “juntei palavras que acho bonitas e já foram muito usadas em outros filmes e mandei pra tradução”) junta Phoenix e Ruffalo, e o resultado disso é um bom apanhado de ótimas cenas dos dois, juntos ou separados. Aliás, não confundir (como é comum) “Traídos pelo Destino” com “Traídos pelo Desejo“, o (na época) polêmico filme de Neil Jordan de 1992.

O filme de Terry George (diretor do elogiado “Hotel Rwanda” e um dos roteiristas do excelente “Em Nome do Pai”, com Daniel Day Lewis, de 1983) é interessante. Tem um início triste, um meio morno e um ótimo final que compensa o resto. Embora sem brilhantismo, trata do sentimento de paternidade, sempre inexplicável e mais ainda quando envolve a perda de quem geramos, criamos, mais amamos. É em meio a uma perda que os personagens de Phoenix e Ruffalo se envolvem (ok, ok) ‘traídos pelo destino’: o que chamarei de “grande confronto final” mostra com bastante generosidade o talento dos dois.

Mas, curiosamente, quem realmente brilha no filme são as mulheres. Mira Sorvino está ótima e não deveria ter ficado tão longe das telas nos últimos anos (em compensação, sua ficha no IMDB diz que em 2008 há diversos novos trabalhos cinematográficos, além de uma participação na TV em “Dr House”). Com apenas 9 anos, Elle Fanning (de “Deja Vu” e “Babel”, mas ainda conhecida apenas como “a irmã mais nova de Dakota Fanning”) arrasa, e ouso dizer (talvez para horror de alguns) que pressinto que ela se mostre mais talentosa que a irmã (que eu adoro) e com um futuro ainda mais promissor… É esperar pra ver.

Mas o filme é de Jennifer Connely (também oscarizada, como coadjuvante por “Uma Mente Brilhante”). Ainda que num papel menor que Phoenix e Ruffalo, é ela quem melhor consegue demonstrar toda a intensidade de sofrimento que a perda de um filho ocasiona e totalmente inexplicável em palavras. O ingresso está totalmente bem pago por causa desta excelente atuação.

Em tempo: caso você tenha chegado aqui procurando alguma resenha crítica do filme para um trabalho escolar, lembre-se que o nome do autor e, em especial, o estilo de quem escreve fazem a grande diferença (e não enganam o professor, ainda que você mude uma parte ou outra do texto).

Tommy Beresford

Traäos pelo Destino, cena com Elle Fanning, Mira Sorvino e Jennifer Connely

~ por Tommy Beresford em março, 28 2008.

Uma resposta to “[Resenhas] Traídos Pelo Destino”

  1. por coincidência, meu post de hoje fala sobre elle fanning também.

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