[Resenhas] Guerra ao Terror

Mocinhos e bandidos. Bandidos e mocinhos. Quem são os mocinhos ? Quem são os bandidos ?

Os críticos profissionais adoram falar mal das comédias românticas, ora por serem “mais do mesmo”, ora por serem o que alguns deles chamam pejorativamente de “filmes de mulherzinhas”. Mas o cinema americano continua insistindo nos “filmes de homenzinhos”, as produções de guerra, que continuam a glamourizar um tal ato heróico de defender a pátria de… do que mesmo ?

“Guerra ao Terror” não consegue fugir disso. Embora bem filmado, com boa fotografia e ótimas atuações da dupla principal de atores (Jeremy Renner como William James e Anthony Mackie como Sanborn, excelentes), acaba não se mostrando nem como (mais um) filme-exaltação, nem como um filme que efetivamente critique a motivação (?) para a guerra.

A diretora Kathryn Bigelow (merecidamente indicada ao Globo de Ouro e, eu não sabia antes de assistir ao filme, ex-esposa de James Cameron) perdeu uma excelente oportunidade de oferecer uma visão mais interessante (e humana) da guerra em si, mas optou pelo caminho mais confortável de filmar (bem) cenas de batalhas cotidianas do front da guerra no Iraque. No fundo, o filme funciona mais para os americanos fanáticos pela atuação no galinheiro alheio, como um “o que será que meu filho anda fazendo no Iraque neste momento ?”, com um certo clima de documentário fake, e a participação relâmpago, no meio do nada, de Ralph Fiennes (por quê, meu Deus, por quê ?) dá um choque de ‘temos um famoso no elenco’ justamente na hora em que o filme começa a melhorar.

Sinceramente, jamais saberemos o que acontece de fato lá. Sinceramente, já estamos fartos de filmes sobre guerras. Sinceramente, já estamos fartos de guerras. E não serão cenas fortes bem filmadas que farão com que o cinema torne a guerra mais palatável.

~ por Tommy Beresford em janeiro, 07 2010.

5 Respostas to “[Resenhas] Guerra ao Terror”

  1. O filme não discute os motivos pelos quais ainda estão os americanos presos na guerra do Iraque. Mais do que isso, apenas aborda o sentimento que brota, feito um vício, daqueles que se engajam numa rotina de muita andrenalina cujo único objetivo é tentar vencer o proximo desafio. O filme saiu apenas em dvd no Brasil.

    • Com a força das indicações para o Oscars, os cinemas brasileiros recebem Guerra ao Terror a partir de 05.02.2010 em diversas salas.

  2. Achei a visão da guerra do Iraque mostrada no filme muito poética. Durante todos os momentos, os soldados do esquadrão anti-bombas não enchergam seus inimigos. Eles estão ocultos. Parecem ser inimigos inventados, assim como foi inventado o motivo da guerra! Ouvi essa interpretação de um jornalista da Globonews (me lembro apenas de seu sobrenome: Cuenca), e achei muito sutil.

  3. Diante do que vi e li, não sei porque este filme ganhou 6 Oscars.

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