[Resenhas] Terapia de Risco

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Quando fiz recentemente a pesquisa para meu post sobre os cinquentões de Hollywood, curiosamente o nome de Steven Soderbergh foi um dos primeiros a aparecer. Logo depois li que Soderbergh declarou recentemente não aguenta mais “o ritual cada vez mais frustrante e humilhante de tentar posicionar um projeto autoral no mercado de cinema” (segundo Ana Maria Bahiana em seu blog). Tomara que ele não largue o cinema, pois é um dos melhores diretores em atividade.

Soderbergh completou seus 50 anos em janeiro de 2013 e é um diretor que desde o final da década de 80 já se arriscou em filmes de todo tipo: “Sexo, mentiras e videotape” (1989), “Erin Brokovich — Uma mulher de talento” (2000), a trilogia Ocean’s, que começou com “Onze homens e um segredo” (2001), filmes pouco compreendidos como “Solaris” (2002) e “Contágio” (2011), sem falar no Oscar de melhor diretor que levou por “Traffic” (2000). No recente “A toda prova” (2012) já havia trabalhado com Channing Tatum, um dos protagonistas de “Terapia de Risco”, seu mais recente (e excelente) filme onde aposta no suspense.

De inicio, parece um filme pesado (e patrocinado por empresas de remédios, será?), mas logo o espectador consegue ser capturado e não desgruda o olho da tela nem por um segundo — melhor assim, pois é preciso atenção para entender bem o decorrer da trama. Com boas interpretações e uma linda e discreta trilha sonora de Thomas Newman, é a direção precisa de Soderbergh, mais do que o roteiro por vezes tortuoso de Scott Z. Burns, que cria um filme que seduz e, sem deixar de atender as padrões do cinema hollywoodiano modernos, tem um pezinho em tradições Hitchcockianas, se é que vocês me entendem.

Entre os atores, o destaque sem dúvida é de Rooney Mara. Outra atriz poderia ter construído a personagem entre dois extremos: ou sorumbática demais, ou beirando a histeria. Rooney é sutil e delicada: sem exageros, preparou cirurgicamente sua personagem para passar veracidade e capturar o espectador do início ao fim. Excelente. Jude Law e Catherine Zeta-Jones também estão ótimos.

Resta esperar o já polêmico “Behind the Candelabra” sobre a vida de Liberace e que, dizem, talvez seja o filme de despedida de Soderbergh dos cinemas, para se dedicar somente à TV… Tomara que não.

Tommy Beresford

roo ney

~ por Tommy Beresford em maio, 24 2013.

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