[Resenhas] Ricki and The Flash

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Se você esperar que “Ricki and The Flash” seja um drama familiar “daqueles” — a partir do mote inicial do filme, o da filha depressiva por conta da separação — vai se decepcionar. Se tentar compreender o motivo do filme ter recebido no Brasil o subtítulo de “De Volta Pra Casa”, não vai entender a necessidade. Mas se você for ao cinema apenas focando assistir a mais uma grande atuação de Meryl Streep, não somente vai se satisfazer, mas vai sair com mais que isso.

O filme de Jonathan Demme  não é dramalhão, nem ela retorna pra casa, mas também não pode ser considerado apenas um filme onde só Meryl valha a pena. A história é interessante, embora sem grandes pretensões de profundidade e sem descambar para o trágico: ao contrário, o diretor optou por manter “a barra” leve, e qualquer expectativa de que ele descambe para algo trágico não se concretiza. Melhor assim. O roteiro é de Diablo Cody, mega premiada por “Juno“.

Sempre incrível, dessa vez Meryl contracena boa parte do tempo com a filha na vida real, Mamie Gummer, que está bem no filme. Mas a atriz três vezes vencedora do Oscar brilha muito mais particularmente numa cena com uma personagem que entra somente depois da primeira meia hora de exibição, vivida por Audra McDonald (três vezes vencedora do Tony Award): ambas protagonizam os melhores minutos do longa, em que Meryl está apenas enrolada em uma toalha, literalmente desprevinida. O filme já valeria o ingresso só por esta cena.

O grande bônus do filme é a música: ótimas canções, que ocupam um espaço bem maior que o normal num filme do gênero, o que não o torna, porém, um “filme musical”. Rick Springfield abandonou uma turnê com seu grupo para fazer parte do The Flash, e declarou recentemente que faria qualquer coisa que envolvesse Meryl Streep. De fato, ela é a estrela, a diva mor: como não se deliciar com mais uma personagem tão diferente da anterior, característica sempre evidente em sua escolha de papéis? Meryl se entrega mais uma vez, e deve ser indicada a mais uma penca de prêmios.

Não poderia deixar de citar Kevin Kline, um de meus atores favoritos, que tem ótima atuação num papel menor. Ainda assim, é inevitável lembrar de um filme que também tinha a dupla Meryl Streep e Kevin Kline em 2006, “A Última Noite”, de Robert Altman e com a ainda não tão escalafobética Lindsay Lohan.

Jonathan Demme já nos deu filmes mais intensos, como “O Silêncio dos Inocentes” e “Filadélfia” nos anos 90. Recentemente, gostei demais de seu “O Casamento de Rachel”, mas “Ricki and The Flash” de forma alguma compromete a filmografia deste ótimo diretor. Compre sua pipoca e divirta-se.

Tommy Beresford

Ricki and the flash

~ por Tommy Beresford em setembro, 09 2015.

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