[Resenhas] Encontro Explosivo

Não há muito o que falar de Encontro Explosivo: um bom entretenimento para um final de tarde, com aventura e ação mescladas com bom humor. Muitos efeitos especiais, perseguições por ruas estreitas, uma história já batida contada sem brilhantismo mas de forma convincente (até porque é tão simples que não haveria mesmo dificuldade em filmá-la).

A bilheteria mundial certamente será enorme e os espectadores do Brasil certamente farão o filme entrar no Top10 do ano no país: além do título em português ter grande apelo (“Knight and Day” era o trocadilhento título original), sem dúvida Tom Cruise e Cameron Diaz atrem bastante público. O mesmo filme com o título original e dois atores desconhecidos não teria feito mais de 1 milhão de espectadores em apenas 10 dias.

De fato, o filme vale pela dupla de protagonistas. Mas antes é preciso citar as pequenas participações dos sempre excelentes Peter Sarsgaard, Viola Davis (eu já me perguntava por onde ela andava) e Paul Dano. Dano faz um papel mínimo, fácil demais para um ator que mostrou tanto talento quase calado em Pequena Miss Sunshine e tão verborrágico e intenso em Sangue Negro, duas excepcionais interpretações de sua carreira.

Tom Cruise tem aquela cara de chatice mas, apesar dos críticos profissionais que torcem o nariz para o ator, eu o considero ótimo ator. No filme, ele interpreta seu Roy Miller com um pé nas costas (às vezes quase literalmente) e um dedinho na canastrice. O destaque é mesmo Cameron Diaz (e pensar que ela despontou com um papel pra lá de esquisito em “O Máscara” e ninguém dava nada por ela como atriz…). Quatro vezes indicada do Globo de Ouro (mas também três vezes indicada ao Framboesa), Cameron rouba a cena, em especial nas cenas em que contracena com a “gang espanhola” do espanhol Antonio, interpretado por Jordi Mollà. Cameron é a melhor “atriz loura sob o efeito do soro da verdade” do cinema atual…

Pesa contra o filme o viés machista do herói-pode-tudo num romance meia-boca com a eterna mocinha-quase-tola, mas isso não compromete o filme desde que o espectador o entenda como uma espécie de entretenimento-James-Bond (ícone do qual, só para deixar claro, o protagonista não chega nem aos pés). Seja como for, compre sua pipoca e divirta-se.

~ por Tommy Beresford em julho, 29 2010.

Uma resposta to “[Resenhas] Encontro Explosivo”

  1. Isso aí, Tommy, boa diversão, sem grandes pretensões. Adorei!
    (e o que é isso de dizer que “Tom Cruise tem aquela cara de chatice”? O homem é lindo! Kkkkk…) 😉

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