[Resenhas] Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo

Toda continuação ou sequência é perigosa. Nem sempre dá certo, normalmente por culpa de um roteiro ruim ou uma história forçada. A sequência de um musical é mais temerosa ainda, e se o musical é o delicioso “Mamma Mia” com as inesquecíveis canções do ABBA… o que esperar?

Pois foi justamente a aposta em um roteiro bem urdido para contar o que aconteceu muito antes e um pouco depois do filme de 2008 que permitiu que este recém-lançado “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo” se tornasse um grande êxito. Há uma grande surpresa logo na primeira sequência, e ouve-se um “ooohhhh” emocionado na parcela da plateia que, felizmente, foi ao cinema sem antes sucumbir aos spoilers… De fato, a notícia causa impacto e muda toda a possível expectativa do cinéfilo, mas o ritmo e a fluidez do longa mostra que isso só acrescenta méritos. E mais não revelo…

Josh Dylan

Josh Dylan

O elenco “dobrou” de tamanho já que todos os personagens principais receberam versões mais jovens, e praticamente todas as escolhas foram incríveis. Talvez Alexa Davies esteja um pouquinho aquém da excelência da Rosie de Julie Walters que tanto nos surpreendeu no primeiro filme, e Hugh Skinner pelo menos aparenta que Harry, o personagem que “divide” com Colin Firth, era até mais “chatonildo” quando mais novo, mas ambos (ou melhor, os quatro) também estão bem. Lá está de volta Sam (Pierce Brosnan, melhor desta vez do que na primeira aparição, aquela que – ah, vá – lhe rendeu um Framboesa de Ouro em 2009, e dessa vez cantando tocantemente uma música adequada ao seu registro): Sam agora também é muito bem vivido por Jeremy Irvine, que justifica um pouco a quase canastrice charmosa do personagem. E, claro, lá está o impagável Bill, com Stellan Skarsgard nos dando um susto logo em sua primeira aparição… mas sua versão mais jovem sem dúvida é a que mais brilha dos três “futuros pais”: com pouquíssima experiência nos cinemas e apenas 24 anos, Josh Dylan faz seu Bill com maestria. Os três personagens foram escritos de forma bastante simples e interessante e, é preciso citar, causando suspiros na plateia…

Andy Garcia

Andy Garcia

A já citada Rosie evidentemente não volta sem sua inseparável Tanya, e Christine Baranski é muito bem “rejuvenescida” por uma inspirada Jessica Keenan Wynn, ambas estão muito bem. Há também todo um elenco de apoio novo (e ótimo), do qual destaco as participações de Panos Mouzourakis, Maria Vascratsis e Omid Djalili (e este nos brinda com pequenos momentos hilários e inclusive uma cena adicional, ao final dos créditos). Aparições relâmpago também precisam ser notadas, como a de Jonathan Goldsmith, e (parece que) Helen Mirren é uma das “participantes dançantes” do número de “Waterloo”, mas confesso que não a vi. Dois dos astros do ABBA original fazem pontas: Benny Andersson está nesta mesma cena incrível, fiquem atentos, e Björn Ulvaeus aparece logo no início do filme, na sequência da formatura. Um “maduro” Andy Garcia não pode deixar de ser citado, e seu personagem, que parece a principio meio sem sentido, tem toda uma ligação com uma personagem que só aparece no final do filme…

Amanda Seyfried

Amanda Seyfried

Há uma certa dúvida quanto à passagem de tempo, já que a formatura é citada explicitamente como 1979, e a personagem de Amanda Seyfried cita um gap de 25 anos (o que resultaria, somando a gestação de sua mãe, em aproximadamente 2005…). Mas como o primeiro foi filmado em 2007 e os acontecimentos posteriores aparentemente não acontecem muito depois que isso, é “passável”: não precisamos achar que estamos em 2018… se bem que precisaríamos desconsiderar os modelos dos celulares. Mas isso é o que menos importa. Novamente fazendo par com Dominic Cooper, Amanda é uma das duas grandes protagonistas do filme, está ótima e cantando muito bem.

Lily James

Lily James

A outra estrela, sem dúvida, causou surpresa até em mim. Quando escrevi a resenha de “Cinderela” (2015), eu ainda tinha dúvidas do talento de Lily James. A partir dali, ela passou rápido por “Pegando Fogo” (2015) e se destacou, como coadjuvante, em dois excelentes filmes que concorreram a estatuetas do Oscar: “Baby Driver” e “O Destino de Uma Nação”, ambos de 2017. Sem dúvida estas duas participações (e sua passagem por “Downton Abbey”) pesaram na escolha de Lily fazendo nada menos que a protagonista que tão marcantemente foi vivida por Meryl Streep no primeiro filme. Escolha mais que acertada: Lily está simplesmente estupenda como Donna jovem, seja interpretando, cantando ou simplesmente sorrindo em cena. Muito me impressionou, muito nos conquista durante todo o longa. Solar, brilhante, livre, a apaixonante Lily rouba a cena.

Cher e Meryl Streep

Cher e Meryl Streep

Sobre a participação da diva Meryl Streep é melhor não comentar muito pois é um dos trunfos de “Mamma Mia 2”. Mas sem dúvida a sequência (quase) final do filme, ao som de “My Love, My Life” é uma das cenas em que mais chorei em todos esses anos de sala escura. Emocionante, sincera, inesquecível. Chorarei todas as vezes.

Atenção para pequenas aparições relâmpagos que rementem diretamente ao primeiro filme, e é preciso dar uma menção especial à bela montagem e à direção caprichada de Ol Parker (além, claro, da trilha sonora sensacional). Por fim, chega a hora da protagonista de um (ou seriam dois?) dos grandes momentos musicais do longa… Só me resta dizer: Cher é Cher. E Cher quebrou tudo!

Compre sua pipoca e não perca!

Tommy Beresford

~ por Tommy Beresford em agosto, 15 2018.

2 Respostas to “[Resenhas] Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo”

  1. Você foi muito boooooonnnndoso com o filme….

  2. A história é boa e bastante divertida. Mamma Mia se tornou no meu filme preferido. Sua historia é muito fácil de entender e os atores podem transmitir todas as suas emoções. O elenco tambén foi excelente, adorei a participação de Andy Garcia, ele é um ótimo ator. Adoro porque sua atuação não é forçada em absoluto. Suas expressões faciais, movimentos, a maneira como chora, ri, ama, tudo parece puramente genuíno. O vi recém em Tempestade, foi maravilhoso. É um dos melhores filmes de ficção é sensacional! Eu gostei a história por que além das cenas cheias de ação extrema e efeitos especiais, realmente teve um roteiro decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem.

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