[Resenhas] Sex Tape: Perdido na Nuvem

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Quem esperar que “Sex Tape: Perdido na Nuvem” seja um filme picante, pode tirar o cavalo da chuva (mas será que alguém  realmente estava esperando por isso?). Sim, há nudez (tanto de Cameron Diaz e Jason Segel, cujos derrières aparecem mais de uma vez em cena), mas claro que nada é explícito. A dupla de bons atores, que faz um casal que caiu na rotina e resolver fazer uma fita de sexo, porém, está bem entrosada e fazem o espectador rir, nesta comédia quase pastelão de roteiro sofrível.

Não é, porém, um filme ruim. O espectador se diverte bastante com algumas situações estapafúrdias, afinal quase tudo no filme é surreal. Para quem assistiu ao ótimo “Chef” poucos dias antes, fica faltando ao filme dirigido por Jake Kasdan explorar melhor a questão do advento internauta que o título em português cita, tão bem explorado no filme de Jon Favreau. Às vezes fica parecendo que o filme é uma propaganda forçada e (mal explorada) de venda de iPads…

Já a parte “sexo” fica relegada a segundo plano: somente nas cenas finais do filme é que entendemos como foi feito o vídeo de sexo (baseado no livro de posições “The Joy of Sex”, lançado por Alex Comfort em longíquos 1972), e aí sim o humor do filme passa a ser mais interessante e menos histriônico, só que tarde demais. A promissora sequência inicial em que a personagem de Cameron Diaz fala, através de seu blog, sobre o esfriamento da relação sexual entre os casais por conta da rotina do casamento, acaba desperdiçada; o filme também não explora tanto as consequências que o vazamento do vídeo causaria ao casal, muito menos o voyeurismo ou a questão da privacidade em tempos de internet: o foco é mesmo a sequência de situações bizarras pelas quais o casal passa para tentar resolver o vídeo em si.

Vale lembrar uma das célebres máximas de Nelson Rodrigues: “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.” Será ? O casal de amigos Tess (Ellie Kemper) e Robby (Rod Corddry) parece não concordar. Jack Black faz um personagem que causa certa estranheza com um discurso quase didático e moralista demais para um dono de site pornô. Destaque para um agora veterano Rob Lowe como Hank Rosenbaum: aliás, o personagem de Lowe parece brincar com a própria realidade pregressa do ator, que esteve envolvido com uma sex tape em 1988 e também com vício em drogas na mesma época…

Cameron Diaz está bem no filme, mas sua personagem se perde nos caminhos fáceis e rasteiros do riso durante o decorrer da trama, basicamente por culpa do roteiro. Segel é um grande ator, mas também não “acontece”. Vale lembrar que os dois já tinham atuado juntos em outro filme de Kasdan, “Professora Sem Classe”, de 2011.

As cenas que valem o filme são sem dúvida a da visita do casal protagonista à casa de Rosenbaum — quando o pastelão é assumido de vez — e a já citada sequência final, a tal que mostra como o vídeo foi feito. Compre sua pipoca e divirta-se, sem expectativas de assistir a um grande filme.

Tommy Beresford

1138130 - SEX TAPE

~ por Tommy Beresford em agosto, 28 2014.

Uma resposta to “[Resenhas] Sex Tape: Perdido na Nuvem”

  1. Gostei. Diversão fácil. Concordo com a resenha do sinhô… 😉

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