[Resenhas] Chega de Saudade

chega_de_saudade_cartazLi recentemente um texto que dizia que “Chega de Saudade” era um “filme de dança”. Nada mais incompleto, ainda que as cenas de dança sejam de fato bastante interessantes. Houve também quem lembrasse do cultuado “O Baile”, de Ettore Scola. Comparação desnecessária e desmedida. Numa comunhão de olhares, gestos e, sim, passos de dança, diversas situações cotidianas se reunem num mesmo salão em excelente interpretações: emoções e comportamentos se entrelaçam para formar um dos melhores filmes brasileiros de 2008.

Direto e objetivo, sem grandes metáforas mas cheio de sutilezas, o filme levou em novembro o prêmio de melhor filme do júri oficial do 14º Festival Internacional de Genève, na Suíça, e por ele Laís Bodanzky (de “Bicho de Sete Cabeças”) venceu o Candango de melhor direção em Brasília: lançado no primeiro semestre de 2008 e agora já disponível em DVD, merecia levar muitos outros prêmios.

Veteraníssimos como Jorge Loureiro, Miriam Mehler e Tônia Carrero, figuras com longa história na tela grande como Betty Faria e Stepan Nercessian, atores mais novos como Maria Flor e Paulo Vilhena e outros infelizmente menos conhecidos como Conceição Senna: todos estão ótimos. Reparem na participação de Marly Marley, hoje quase sempre associada ao juri do programa Raul Gil.

Duas atrizes se destacam. Num papel praticamente mudo, Clarice Abujamra rouba a cena. E Cássia Kiss merece ser citada como uma das melhores atrizes do ano por sua delicada Marici.

Destaque para as cenas entre Nercessian – em grande interpretação – e Maria Flor, menção especialíssima para um grande ator em mais uma performance marcante, Leonardo Villar, para a deliciosa trilha sonora com a participação esfuziante (e ao vivo) da grande Elza Soares e para a excelente fotografia de Walter Carvalho. Não perca.

Site oficial:
http://chegadesaudadeofilme.uol.com.br/

~ por Tommy Beresford em dezembro, 05 2008.

2 Respostas to “[Resenhas] Chega de Saudade”

  1. O filme é uma reflexão sobre carências, principalmente daquelas que preenchem a solidão do ser humano e fala de amor, oh, ser traiçoeiro!. Especialíssimas interpretações, destaque para Cassia Kiss em momento iluminado. Vale a pena assistir.

  2. Achei um filme bem particular e bastante envolvente. Trta a terceira e emia-idade de uma forma tão própria.

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