[Resenhas] Nova York, Eu Te Amo

Fui a Nova York em 1999, antes da paranoia pós-Torres Gêmeas (estive pertinho), mas fiquei (bem) bastante impressionado com a cidade. Ao assistir a “Nova York, Eu Te Amo”, um filme dirigido por diversos diretores de origens e estilos diferentes, encontrei um filme que abrange de forma consistente a ‘cara’ da cidade: uma cidade que pertence a todos — e para alguns não é verdadeiramente de ninguém.

Um filme só não conseguiria falar sobre a grande miscelânea cosmopolita que é Nova York, mas é uma ótima mostra. Shekhar Kapur talveze seja o mais conhecido dos diretores, entre Mira Nair, Brett Ratner, Yvan Attal, Jiang Wen, Fatih Akin, Allen Hughes, Shunji Iwai, Randy Malsmeyer, Joshua Marston e a estreante na direção Natalie Portman. No elenco, nomes como Bradley Cooper, Andy Garcia, Orlando Bloom, Ethan Hawke, Cristina Ricci e uma ótima Robin Wright Penn, mas outros menos conhecidos brilham tanto ou mais.

Vale lembrar que o projeto foi concebido pelos produtores franceses Emmanuel Benbihy e Marina Grasic: o mote é convidar diversos cineastas para que dirijam histórias que se passem numa cidade. O próximo será filmado na Cidade Maravilhosa: “Rio, Eu Te Amo”, com estreia prevista para 2011 (será?) e com pelo menos três diretores brasileiros. “Nova York, Eu Te Amo” talvez seja ligeiramente superior ao primeiro (“Paris, Eu Te Amo”, de 2006).

Difícil lembrar quem dirigiu o quê (Scarlett Johansson também dirigiu seu primeiro curta para este projeto, mas ficou de fora na sala de montagem), mas certamente alguns dos destaques são o que traz uma Julie Christie mais que inspirada (e belíssima), o que surpreende com o desfecho do baile de formatura, e o do casal de velhinhos (Cloris Leachman e Eli Wallach, impagáveis). Mas todos os segmentos são ótimos. Recomendo.

Tommy Beresford

~ por Tommy Beresford em maio, 19 2010.

2 Respostas to “[Resenhas] Nova York, Eu Te Amo”

  1. Este “Nova York, Eu Te Amo” é bem superior ao “Paris, Eu Te Amo”. Talvez por deixar que a grande cidade americana fosse a grande protagonista das muitas estórias que desfilam por suas ruas. O elenco contribui muito para que isso se torne um prato saboroso. Destaco a estorinha dos dois velhinhos.

  2. Confesso que não curti muito o “Nova York, eu te amo”. A proposta é boa, mas não me cativou.

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