[Resenhas] Hellboy 2 – O Exército Dourado

Quando assisti a “O Labirinto do Fauno“, fiquei maravilhado com o trabalho que une fantasia e magia com que o diretor Guillermo del Toro conquistou o espectador, em meio a uma ótima história. Com o Labirinto, Del Toro ganhou diversos prêmios, entre eles 3 Oscars, 3 BAFTAs e 7 Goyas.

Mas confesso que não havia assistido ao primeiro episódio do personagem que gerou “Hellboy 2 – O Exército Dourado”, que fiz questão de assistir no Palácio 1 antes que, tal qual o Paissandu, este belo cinema feche em definitivo (corra, carioca, corra, pois as notícias dizem que irá virar um centor cultural). Fiquei receoso, portanto, de ficar perdido durante a exibição.

Não chegou a tanto, felizmente. Hellboy é um personagem interessante e, de fato, não saber sua origem e a velocidade com que algumas cenas contam a história tornam o entendimento um pouco complicado. Mas ao mesmo tempo é uma história bem acessível ao grande público. Os personagens coadjuvantes bem claros entre mocinhos e vilões , e há uma sequência inicial (com direito a deliciosa participação de John Hurt) que facilita a compreensão.

Com excelente interpretação de Ron Perlman, o Vermelhão adaptado dos quadrinhos de Mike Mignola tem humor e é simpático mesmo para o espectador que não aceita muito suas origens demoníacas, mas entende perfeitamente que Hellboy quer viver pacificamente com os chamados “normais”.

Num espetacular trabalho de direção de arte, Del Toro dá certo equilíbrio ao mundo dos seres fantásticos e das pessoas comuns, e em nenhum momento pesa a mão nem no bem nem no mal: é um filme leve, ainda que denso e algo cansativo na primeira metade. No elenco, destaque também para a sempre ótima Selma Blair. O Abe Sapien de Doug Jones, algo entre um “homem-peixe sensível”, lembra muito o C3PO de “Guerra nas Estrelas”. Não chega a ser um filme excepcional, mas como entretenimento é boa pedida.

~ por Tommy Beresford em setembro, 10 2008.

2 Respostas to “[Resenhas] Hellboy 2 – O Exército Dourado”

  1. Achei o filme excessivamente delirante. Nenhuma vista consegue acompanhar a parafernália de efeitos especiais que explodem na tela. Confesso que sai do cinema tonto e apalermado sem entender bulufas.

  2. Depois de se assistir O Labirinto do Fauno, que provavelmente é a obra prima de Del Toro, essa continuação fica parecendo muito fraquinha…
    O filme tem muitas cenas inúteis, como a do Elemental e das Fadas do Dente (baseadas nos livros de Algernon Blackwood).
    Espero que os próximos filmes dele saiam melhores.

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