[Resenhas] Argo

Antigamente usávamos “filmão” ou “filmaço” para designar um filme que nos prendia do início ao fim. Talvez hoje estes termos estejam em desuso, mas há muito não sentia vontade de usar um desses termos: Argo é um “filmão”. Ou “filmaço”, se preferirem.

Não, não é uma obra prima nem tampouco será lembrado “para todos o sempre, amém” na memória de seus espectadores. Mas Ben Affleck conseguiu reunir em Argo alguns dos melhores elementos que capturam tanto o cinéfilo quanto aquele que deseja apenas um bom entretenimento, ainda que o filme seja baseado em uma história real (reféns americanos na embaixada canadense no Irã devido a uma invasão de manifestantes iranianos na década de 70). Mais que isso: é certamente o melhor trabalho de Affleck como ator (ele não deveria tirar aquela barba nunca) e um ótimo trabalho seu como diretor.

Sem cair na facilidade do super-herói, sem impor clichês óbvios banalizando uma homenagem igualmente óbvia ao cinema, Affleck não permite caricaturas, tornando a “trama Hollywoodiana dentro de uma trama Hollywoodiana” totalmente verossímil sem torná-la pesada e sem perder o bom humor. O diretor consegue, portanto, manter a tensão durante todo o tempo do filme, e mesmo os que já sabem o final da história consegue seguir a trama sem piscar. Um ótimo filme, boa surpresa deste final de 2012, um ano bem fraco de grandes produções.

Tommy Beresford

~ por Tommy Beresford em novembro, 19 2012.

2 Respostas to “[Resenhas] Argo”

  1. No, no, no, my dear Beresford… a minute please!

    De fato, Argo é um grande filme. Affleck está bem atuando e dirigindo (e lindo, caracterizado como um cara dos “eighties”… 😉 ).

    Mas que falha braba é esta na descrição da história? Primeiro: os 6 que o personagem de Affleck vai resgatar estão escondidos na casa do embaixador canadense no Irã, e não na embaixada canadense. Segundo: não se tratava apenas de “reféns americanos na embaixada canadense no Irã devido a uma invasão de manifestantes iranianos na década de 70”, mas da última revolução iraniana contra o Xá Reza Pahlevi – que foi deposto – e o início da ditadura dos Aiatolás, que culminou na invasão da embaixada americana em Teerã. 52 reféns norte americanos foram mantidos por 444 dias presos na tal embaixada…

    Agora, apesar de umas críticas que ouvi por aí (de que Affleck retratou o “mito do heroi americano”, etc.), Acho que foi um grande filme sim, e que houve lá o tanto de heroísmo, suspense e “quase” que fazem um bom filme. Entretenimento dos bons, gostei! 😉

    • Ficam registradas as correções da Malice, sempre bem-vinda. Obrigado ! 🙂
      (a gente nem sempre acerta…) 😦

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