[Resenhas] Prometheus

O roteiro de “Prometheus” é fraco ? Pode ser. Mas o que é que a crítica queria como roteiro deste filme, um script de Woody Allen ? Uma reinvenção de “Eram os Deuses Astronautas”, de Erich von Däniken ? Na verdade, o roteiro é óbvio, porque a história é a que se esperaria deste “prólogo de Alien”, expressão midiática clicheteira que se justificaria pelo final do filme atual mas que, décadas depois e diante da cena final “sugestiva”, pode soar fraca para quem esperava explicações mirabolantes – ou até contraditória para quem se lembra bem de “Alien – O Oitavo Passageiro“… “Prometheus” fica longe de ser um clássico: primeiro porque foi filmado agora, depois de tantos excelentes exemplares do gênero e de tantas tecnologias usadas e abusadas pelos blockbusters; segundo, e mais importante, porque “Alien”, este sim, de fato, é uma obra-prima.

Na verdade, em toda a sua extensão, o filme “explica” menos do que poderia. Mas relaxe: o fato é que você pode ir assistir com gosto a esta produção dirigida por Ridley Scott se for fã de filmes de ficção científica e/ou gostar de histórias sobre vida em outros planetas, como eu. Não há qualquer teoria mirabolante, apenas mais uma versão caprichada de muitas das “possibilidades” e interpretações de escrituras, escritores e até esperanças para alguns.

O elenco é ótimo, em especial Noomi Rapace, que acaba sendo a protagonista das metáforas de maternidade escolhidas pelos autores para a criação da vida na Terra, embora sua a arqueóloga Elizabeth Shaw não chegue aos pés da tenente Ripley eternizada por Sigourney Weaver no filme de 1979. Menção também para o ótimo Logan Marshall-Green. Guy Pearce está quase irreconhecível – e isso o ajudou bastante… E, claro, como não citar Michael Fassbender que, como sempre, rouba a cena em mais um difícil personagem ? A personagem de Charlize Theron, porém, é totalmente dispensável no filme.

Falar mais que isso é apenas entrar na mesma onda de “crie expectativas” com a qual não compactuo. Compre sua pipoca, relaxe na cadeira e divirta-se — com as secreções viscosamente abundantes de “Prometheus”, momentos inverossímeis como o “vamos queimar o poderoso monstro com essa arminha de fogo”, com a sala da cabeça humana gigante arrepiante… E depois reveja “Alien”.

Tommy Beresford

~ por Tommy Beresford em junho, 21 2012.

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