[Resenhas] Terra Fria

Em sessões especiais realizadas pela empresa esta semana, pude assistir finalmente a um filme de 2005 que deixei passar na época, “Terra Fria“.

A produção (“North Country”, no original) é baseada em uma história real e muito importante, pois abriu portas para a questão do assédio sexual nos EUA, em local e época (Minnesota, 1989) onde o machismo e a incompreensão eram massacrantes. Uma mulher passa a trabalhar em uma mineradora ao retornar à sua cidade natal, depois de um casamento no qual apanhava do marido. O diretor Niki Caro (de “A Encantadora de Baleias”) poderia ter optado por fazer mais um daqueles ótimos filmes de julgamento, mas prefere mostrar o desenrolar dos acontecimentos até que a protagonista chegasse aos tribunais.

O filme é excelente e tem algumas cenas memoráveis, graças ao talento de seus intérpretes. Qualquer filme com Woody Harrelson, Richard Jenkins e, principalmente, Sissy Spacek tem meio caminho andado para dar certo. Mas Charlize Theron e Frances McDormand dão show em atuações magistrais, sem excessos nem faltas. Demorei a reconhecer Michelle Monaghan – sucesso por “O Melhor Amigo da Noiva“, e vale uma menção de louvor a Sean Bean (de “Tróia” e da trilogia “O Senhor dos Anéis”) em pequeno mas eficiente papel.

O filme de recebeu 2 indicações ao Oscar, justamente para as interpretações de Charlize Theron (concorreu a Melhor Atriz, perdendo para Reese Witherspoon por “Johhny & June”) e Frances McDormand (concorreu a Melhor Atriz Coadjuvante, perdendo para Rachel Weisz por “O Jardineiro Fiel”). Mas ambas já haviam sido oscarizadas: Charlize levou dois anos antes, por “Monster – Desejo Assassino”, e McDormand por “Fargo”, de 1996, ambas na categoria de Melhor Atriz. Isso sem falar, claro, de Sissy Spacek, Oscar de Melhor Atriz em 1981 por “O Destino Mudou Sua Vida”, de 1980, e mais 5 indicações. Na (discreta) trilha sonora, Gustavo Santaolalla, vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora por dois anos seguidos (“Babel” e “O Segredo de Brokeback Mountain”).

Se você não viu ainda, pegue em DVD. O machismo, a incompreensão, o assédio e o preconceito retratados no filme podem parecer assustadores para alguns, mas são reais, e ainda muito presentes 20 anos depois.

~ por Tommy Beresford em junho, 05 2008.

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