[Resenhas] Hamnet

Chloe Zhao sem dúvida é uma das melhores diretoras do cinema mundial, e não estou falando apenas das mulheres. Reza a lenda de que foi convencida por Paul Mescal a ler o texto original de “Hamnet” escrito por Maggie O’Farrell: Mescal teria dito que ela “precisava” filmar aquele roteiro. Felizmente isso aconteceu.

“Hamnet” (que, no Brasil, recebeu o subtítulo “A Vida Antes de Hamlet”, não sabemos para quê) é experiência extremamente devastadora, dolorosa, mas necessária. Muito em razão do trabalho delicado e meticuloso da diretora, muito em função das interpretações magistrais de Paul Mescal e Jacobi Jupe. Mas o filme é todinho de Jessie Buckley, que nos entrega sem dúvida a interpretação mais tocante dos últimos tempos. Jessie está simplesmente extraordinária, o que não chega a ser uma surpresa em sua ainda curta carreira. Dona do Globo de Ouro e do Critics Choice, divide o favoritismo ao Oscar com Rose Byrne (por “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”), e sem dúvida merece todos os mais de 30 prêmios que já levou na temporada. Jessie precisa ganhar o Oscar.

Poderia falar muito mais, a começar pela trilha sonora delicada, a escolha dos irmãos Jupe para dois papéis lindos… mas ainda estou muito emocionado. Levem seus lenços: chorei 5435646796899689 baldes. Não é um filme fácil, é triste, mas é muito humano e, repito, necessário. Recomendo imensamente: talvez o melhor longa americano desta ótima temporada.

Tommy Beresford

~ por Tommy Beresford em janeiro, 20 2026.

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