Heloisa Teixeira (1939-2025)

Heloisa Teixeira

A imortal Heloísa Teixeira (antes Heloísa Buarque de Hollanda) faleceu em 28.03.2025, de acordo com o portal G1:

A escritora Heloisa Teixeira morreu nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, aos 85 anos, após complicações de uma pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Ela estava internada na Casa de Saúde São Vicente, na Gávea.

Heloisa era integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde o ano passado, quando herdou a cadeira 30 de Nélida Piñon.

Crítica literária, pesquisadora e importante pensadora do feminismo brasileiro, Heloisa foi a décima mulher a ser eleita para a ABL.

Entre 2021 e 2023, foi membro do Conselho Curador da Fundação Roberto Marinho.

O velório da escritora será neste sábado (29), das 15h às 19h, na ABL. Durante a cerimônia será exibido o documentário “Helô”, feito por seu filho Lula Buarque.

No domingo (30), haverá um velório restrito aos familiares e amigos, das 11h às 13h, no Crematório da Penitência, no Caju.

Heloísa nasceu em Ribeirão Preto, mas morava no Rio de Janeiro.

Recentemente, decidiu mudar o sobrenome de casada que usou durante toda a sua carreira. Trocou o Buarque de Hollanda pelo Teixeira, seu nome de solteira e sobrenome da mãe.

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Texto da Academia Brasileira de Letras nas redes sociais:

Lamentamos profundamente informar a morte da Acadêmica e escritora Heloisa Teixeira, aos 85 anos, na manhã desta sexta-feira, em decorrência de uma insuficiência respiratória aguda causada por pneumonia. O velório será realizado neste sábado (29), na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.

Nossa querida Helô foi imensa – e deixa um legado incontestável de pensamento crítico, generosidade e compromisso com uma cultura mais justa, plural e inclusiva. Eleita em 2023 para a cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a escritora Nélida Piñon, Heloisa trouxe à ABL não apenas sua brilhante sagacidade intelectual, mas também um espírito de acolhimento e fraternidade que marcou profundamente todos com quem conviveu.

Nascida em Ribeirão Preto (SP), destacou-se por sua atuação de vanguarda nas áreas de relações de gênero e étnico-raciais, culturas marginalizadas e cultura digital. Sua capacidade de compreender e antecipar transformações sociais e estéticas influenciou decisivamente o campo dos estudos culturais no país.

Autora de obras como “26 poetas hoje” (1976) – antologia que revelou a geração da poesia marginal – e “Explosão feminista” (2018), Heloisa foi também professora emérita da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde coordenou o Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), espaço central para o pensamento crítico nas últimas décadas.

Nos últimos anos, passou a adotar o sobrenome materno, assinando como Heloisa Teixeira no lugar de Heloisa Buarque de Hollanda, em um gesto simbólico de reafirmação de sua identidade e trajetória pessoal. Sua vida e sua obra foram recentemente retratadas no documentário “O nascimento de H. Teixeira”, lançado pelo Canal Curta! em março de 2025.

“O feminismo não é um lugar de chegada, mas um movimento constante. Uma forma de viver e olhar o mundo com olhos atentos e mãos estendidas.” – Heloisa Teixeira

~ por Tommy Beresford em março, 28 2025.

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