Niède Guidon (1933-2025)
De acordo com o site da CNN, a arqueóloga brasileira Niède Guidon morreu aos 92 anos em 04.06.2025:
A informação foi divulgada pelas redes sociais do Parque Nacional Serra da Capivara — patrimônio cultural da humanidade descoberto pela pesquisa da cientista.
Graduada em história natural na Universidade de São Paulo (USP) em 1959, Guidon foi responsável por mudar as teorias originais existentes na comunidade científica sobre a presença de Homo sapiens na América Latina.
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No portal G1:
Niède liderou escavações no Parque Nacional da Serra da Capivara que mudaram o entendimento científico sobre a presença humana nas Américas. Pesquisadora respeitada, foi professora universitária, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e grande oficial da Ordem Nacional do Mérito Científico.
A família paterna de Niède Guidon tem origem na região da Savoia, nos Alpes, na fronteira entre Itália, Suíça e França. Seu avô paterno era francês, e seu pai nasceu na Itália.
O avô imigrou para o Brasil e se estabeleceu em Jaú, onde fundou uma empresa de importação de vinhos e azeites europeus e exportação de café. A família materna já era natural de Jaú.
Em entrevista ao Museu da Pessoa, concedida em 2007, Niède contou que os avós tinham uma chácara no fim da Rua Treze de Maio, onde gostava muito de passar o tempo.
“Minha mãe era professora, o meu pai era funcionário público também. E eu gostava muito de ir à casa de minha avó. Quando a gente atravessava a rua, os moleques mexiam muito comigo, porque minha mãe tinha o costume de me vestir com roupas da Ilha da Madeira. Os moleques achavam muito esquisito meu irmão e eu vestidos de marinheiro. Mas eu gostava muito da chácara da minha avó porque tinha muitas plantas frutíferas, gostava muito de subir em árvores, vivia no alto daquelas mangueiras imensas”, contou.
A antiga chácara da família abriga, atualmente, uma casa de repouso no fim da Rua Treze de Maio, já no início da Avenida Zezinho Magalhães.
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No site do Governo do Piauí:
Niède foi responsável pela coordenação das pesquisas que revelaram ao mundo a presença milenar do homem nas Américas. Sua trajetória foi marcada pela luta incansável pela preservação do parque, que tem sua riqueza histórica e natural reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 1991.
Além de sua contribuição científica, Guidon teve papel fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável da região. Como idealizadora e diretora da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), ela implementou projetos de pesquisa, educação e turismo que transformaram a Serra da Capivara em um polo de conhecimento e geração de oportunidades para a população local.
O Governo do Piauí reconhece o legado inestimável deixado por Niède Guidon, que permanecerá vivo na memória dos piauienses e de todos que lutam pela valorização da ciência, da cultura e do meio ambiente. Sua trajetória inspira a continuidade dos esforços para a conservação da Serra da Capivara e para o fortalecimento da arqueologia brasileira.
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