Bukassa Kabengele: A arte e o racismo

Bukassa Kabengele

Matéria de Heloisa Tolipan e Brunna Condini em 29.07.2020 traz entrevista com Bukassa Kabengele, primeiro ator negro brasileiro premiado como Melhor Ator no Festival de Cinema de San Sebastian, na Espanha. Bukassa comemora dois papéis como protagonista em menos de um ano, nos longas ‘Atrás da Sombra’, e em ‘Pacificado’:

Ele faz cinema como expressão de arte e resistência. E é neste espírito que Bukassa Kabengele protagoniza o filme “Atrás da Sombra”, que teve estreia nacional este mês nas plataformas digitais Net Now, Vivo Play, Oi Play e Looke, e no Canal Brasil. Se não fosse a pandemia do novo coronavírus, o filme estaria em mais de 20 salas de cinema nas principais capitais do país. O ator vem sendo um dos responsáveis por liderar o time representativo do protagonismo negro no audiovisual, já que ainda este ano também integra o elenco de “Pacified” (“Pacificado”), longa do norte-americano Paxton Winters, no qual Bukassa dá vida a um ex-presidiário que busca retomar o contato com a filha. Pelo filme, o ator recebeu o prêmio de Melhor Ator (2019) no Festival de Cinema de San Sebastian, na Espanha.

“Com esses dois protagonistas tive a liberdade de opinar como intérprete. Os prêmios também resultam disso. Quando fiz a série ‘Liberdade, Liberdade’ , na Globo em 2016, eu sugeri que meu personagem tivesse um sotaque angolano, o que agradou no resultado e ainda trouxe um novo olhar sobre o negro nas tramas”, ressalta o ator, que nasceu na Bélgica, mas tem nacionalidade congolesa e é naturalizado brasileiro.

(…) Todas as formas de discriminação limitam a realização da plena cidadania. Em sua trajetória, através da arte, Bukassa sempre foi um porta-voz da diversidade, do respeito e da liberdade. Ele fala do início da vida e mostra que consciência vem de berço. “Nasci em Bruxelas, na Bélgica, porque meu pai estava terminando seu mestrado em antropologia, mas nunca tive cidadania belga, porque as leis na época eram de sangue e meus pais (Sr Kabengele Munanga e Sra. Yombo Masanga) eram africanos – ou seja, mesmo nascendo lá, eu era do Congo. Com meus 2 anos, voltamos para a nossa terra, e depois de alguns anos, por conflitos políticos de um regime de ditadura, na época com presidente Mobuto Sese Seko, meu pai veio para o Brasil à convite de um amigo professor da USP para fazer seu Doutorado. Em 1980 viemos em definitivo, quando me tornei brasileiro por naturalização”.

Leia a matéria completa clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em julho, 30 2020.

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