Maria Alice Vergueiro (1935-2020)

Maria Alice Vergueiro

De acordo com o site do jornal Extra, morreu em 03.05.2020 a atriz Maria Alice Vergueiro, aos 85 anos. A atriz estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, em estado grave desde a última sexta, dia 29, para tratar de uma pneumonia broncoaspirativa:

A informação foi confirmada ao EXTRA por amigos da atriz.

— É triste porque é muita gente importante na história do teatro indo embora ao mesmo tempo. Maria Alice era uma luz muito forte para nós artistas que não somos “mainstream”, que não seguimos carreira na televisão, e, sim, por uma área de pesquisa teatral. Ela mostrava para nós que era possível seguir essa trajetória de maneira digna — destaca Ivam Cabral, dramaturgo e integrante do grupo Satyros.

Maria Alice nasceu em São Paulo em janeiro de 1935 e estreou no teatro em 1962 em “A mandrágora”, de Augusto Boal. Nos mais de 50 anos de carreira, integrou grandes grupos de teatro brasileiro, como o Teatro de Arena, o Teatro Oficina e o Teatro do Ornitorrinco, de que foi uma das fundadoras ao lado de Cacá Rosset e Luiz Roberto Galízia.

A atriz também viralizou nas redes sociais pelo seu papel no curta-metragem de ficção “Tapa na pantera”, dirigido por Esmir Filho.

A notícia foi encontrada aqui.

Era conhecida no teatro paulistano como dama do underground ou velha dama indigna. Esteve presente como atriz em alguns dos mais importantes e instigantes espetáculos da cena paulistana nos últimos 40 anos, como O Rei da Vela (José Celso Martinez Corrêa), Mahagony Songspiel (Cacá Rosset), Electra Com Creta, Katastrophé (Rubens Rusche), entre outros. Na TV, entre outras novelas e participações, Maria Alice Vergueiro brilhou como a Lucrécia de “Sassaricando” (1987). No cinema, a atriz participou de filmes como “Urubus e Papagaios” (1987) como Dona Matilde. Em 2006, foi a polêmica protagonista de “Tapa na Pantera”,um curta-metragem brasileiro de ficção dirigido por Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes:

O filme conta a história de uma senhora usuária de maconha há trinta anos e que fala sobre suas experiências com a droga. É protagonizado pela atriz Maria Alice Vergueiro, com produção da Substância Filmes/Ioiô Filmes, edição de Rafael Gomes e fotografia de Esmir Filho e Mariana Bastos. O título do curta se deve ao fato de a personagem explicar que fumar maconha é como dar um “tapa na pantera”: o animal se encontra quieto e de repente desperta. Segundo a Maria Alice , a expressão já existia e era usada nos anos 60 e a personagem interpretada por ela seria justamente o inverso da imagem que temos de pessoas idosas conservadoras. Tapa na Pantera foi apresentado no 14° Festival de Gramado, na categoria independente.

O filme fez sucesso na internet: leia mais clicando aqui. Assista aqui:

No Wikipedia:

Atuou junto ao Living Theatre. Foi fundadora, ao lado de Luiz Roberto Galízia e Cacá Rosset, do Teatro do Ornitorrinco, onde atuou em diversos espetáculos.

Maria Alice foi também professora de teatro na Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da mesma universidade.

É conhecida no teatro paulistano como dama do underground ou velha dama indigna. Esteve presente como atriz em alguns dos mais importantes e instigantes espetáculos da cena paulistana nos últimos 40 anos. Entre eles: O Rei da Vela (José Celso Martinez Corrêa), Mahagony Songspiel (Cacá Rosset), Electra Com Creta, Katastrophé (Rubens Rusche), e outros.

Além de fundadora, foi atriz do Teatro do Ornitorrinco e assistente de direção de Cacá Rosset em Sonho de Uma Noite de Verão. Em 1992, atuou e dirigiu o espetáculo O Amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu Jardim (Federico Garcia Lorca), inaugurando o Núcleo 2 da companhia no qual contava com a colaboração de vários profissionais que também passaram pelo Núcleo 1: Ricardo Castro, Luciano Chirolli, Gerson Steves; além de Rosana Seligman e Wanderley Piras.

Em 1995 dirigiu a peça Quíntuplos, ainda pelo Núcleo 2, com Christiane Tricerri, Luciano Chirolli e outros. Em 2002, já afastada do Ornitorrinco, adaptou Mãe Coragem, no qual atuou sob a direção de Sérgio Ferrara ao lado de Rubens Caribé, José Rubens Chachá e outros.

Em 1987, quando interpretou Lucrécia em Sassaricando, contracenava com um núcleo de atores e atrizes de trajetória eminentemente teatral, entre os quais Ileana Kwasinski, Jandira Martini e Paulo Autran.

Recentemente ficou mais conhecida pelo curta-metragem Tapa na Pantera, dirigido por Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes, no qual interpreta uma senhora que fuma maconha há trinta anos e fala sobre suas experiências com a droga, personagem criado pela própria atriz. O curta fez sucesso na internet em menos de uma semana após ter sido posto no site YouTube (sem a permissão dos autores).

Protagonizou em 2016 o curta-metragem Rosinha, dirigido por Gui Campos. O filme recebeu mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, inclusive o Prêmio Especial do Júri no 44º Festival de Gramado.

Leia mais clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em junho, 03 2020.

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