Gilberto Dimenstein (1956-2020)

Gilberto Dimenstein

De acordo com o jornal Estado de Minas, Amigos do jornalsita, colunista e escritor Gilberto Dimenstein confirmaram seu falecimento na manhã de 29.05.2020 aos 63 anos em São Paulo. Ele lutava contra um câncer no pâncreas, descoberto no início de 2019:

Filho de um pernambucano de origem polonesa e uma paraense morou em Vila Mariana distrito de São Paulo, formado na Faculdade Cásper Líbero foi colunista da Folha de São Paulo, onde também foi diretor na sucursal de Brasilia.e correspondente em Nova Iorque e na rádio CBN. Atuou no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, Visão e Veja e acadêmico visitante do programa de Direitos Humanos na Universidade de Columbia.

Recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos junto com Paulo de Evaristo Arns, o Prêmio Criança e Paz, do Unicef, Menção Honrosa do Prêmio Maria Moors Cabot, da Faculdade de Jornalismo de Columbia, em Nova York.[3] Também ganhou os prêmios Esso (categoria principal) e Prêmio Jabuti, em 1993, de melhor livro de não-ficção, com a obra “Cidadão de Papel”.

Foi um dos criadores da ANDI – Comunicação e Direitos, uma organização não-governamental que tem como objetivo utilizar a mídia em favor de ações sociais. Em 2009, um documento preparado na Escola de Administração de Harvard, apontou-o como um dos exemplos de inovação comunitária, por seu projeto de bairro-escola, desenvolvido inicialmente em São Paulo, através do Projeto Aprendiz. O projeto foi replicado através do mundo via Unicef e Unesco.

Criador do site CatacraLivre…

https://catracalivre.com.br/
https://www.facebook.com/CatracaLivre

…considerado o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela tv alemã Deutsche Welle.

A notícia foi encontrada aqui.

Entrevista de Dimenstein em 30.12.2019:
Aquele Gilberto Dimenstein de antes do câncer morreu

No Catraca Livre:

É com profunda tristeza que a Catraca Livre anuncia o falecimento de seu fundador, Gilberto Dimenstein, aos 63 anos de idade. Dimenstein morreu nesta sexta-feira, 29, às 9h, enquanto dormia. O escritor, educador e jornalista deixa dois filhos, Marcos Dimenstein e Gabriel Dimenstein, a esposa, Anna Penido, e um netinho. Ele travava uma luta contra um câncer no pâncreas há nove meses.

Em sua última entrevista, ao UOL, Dimenstein afirmou que estava vivendo “uma história de amor com o câncer”. Os tratamentos não estavam adiantando, e o jornalista não resistiu.

Leia mais clicando aqui.

Alguns dos livros de Dimenstein:

– Aventuras da reportagem (em parceria com Ricardo Kotscho)
– A guerra dos meninos
– O cidadão de papel
– A democracia em pedaços
– O aprendiz do futuro

“A Guerra dos Meninos” virou filme, um documentário de Sandra Werneck de cerca de 52min de 1991, um ensaio sobre a guerra silenciosa, não declarada oficialmente, que atinge milhares de crianças no Brasil:

http://canalcurta.tv.br/filme/?name=a_guerra_dos_meninos

No livro “O cinema da retomada: depoimentos de 90 cineastas dos anos 90”, de Lucia Nagib, a diretora Sandra Werneck cita Dimenstein, em depoimento de 1999:

Um texto de Dimenstein de 2010 na Folha:

O Cine Bijou não morreu
(Gilberto Dimenstein, 11.08.2020)

Quando era menino, Danilo Dara ouvia seus pais, ex-militantes da Libelu (Liberdade e Luta), um movimento estudantil que lutou contra a ditadura militar, falarem nostalgicamente de um cinema chamado Bijou, localizado no número 184 da praça Roosevelt. Ali passavam filmes “cult”, admirados pelos intelectuais e descolados da época. Era um dos cenários obrigatórios da esquerda paulistana nos tempos do regime militar. “Já nasci praticamente no período democrático, não cheguei a sentir a violência daqueles tempos.” Os militares deixaram o poder quase ao mesmo tempo em que desaparecia aquela sala de cinema.

Outro tipo de violência, muito longe de estar apenas na memória, fez que ele e um grupo de amigos voltassem a usar aquele mesmo espaço para tentar reviver o ambiente de resistência do Cine Bijou naquele lugar hoje caoticamente efervescente da cultura alternativa da Roosevelt.

Danilo formou-se em história na USP e, dando aulas na periferia de São Paulo, nunca deixou de estar antenado com as questões da violência. E foi esse seu olhar que o levou de volta à memória do regime militar, desembocando no Bijou.

Com um grupo de seis jovens formados em história, encontrou no Museu da Resistência, localizado na sede do antigo Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo) integrantes do Núcleo Memória -ex-militantes de esquerda, muitos dos quais perseguidos pelo regime militar. Um deles, Alípio Viana Freire, sugeriu que exibissem filmes com temáticas sociais e políticas, seguidos de debates. No Cine Bijou, tudo seria facilitado porque o espaço é hoje ocupado pelo Teatro Studio, dirigido por Dulce Muniz, uma ex-militante socialista.

Uma das coisas que entusiasmaram os jovens, além desses debates em torno de filmes, foi a oportunidade de participar dessa guerrilha urbana que se trava ali na praça Roosevelt em meio às tentativas de grupos de teatro de revitalizá-la. (…)

Leia o texto completo clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em maio, 29 2020.

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