Crise na Ancine: Produções nacionais de 2020 ameaçadas

De acordo com matéria de Carlos Minuano no UOL, os lançamentos de filmes e séries nacionais previstos para 2020 ainda são uma incógnita, pois diversas produções estão paradas e seriamente comprometidas sem os recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) de 2019, linha de financiamento geralmente aberta nos primeiros meses do ano:

Em 2018, de janeiro a agosto, mais de R$ 250 milhões desse fundo já estavam destinados para produções por meio de quatro editais abertos. Os dois editais de produção do FSA que foram publicados este ano são para investimentos referentes a 2018. Nenhuma linha referente aos recursos de 2019 foi lançada ainda, e não há qualquer previsão para isso. O setor teme que, caso persista a crise na Ancine (Agência Nacional de Cinema), o ano possa terminar sem investimentos do fundo. “Se demorar, perderemos o ano”, alerta Leo Edde, presidente do Sicav (Sindicato da Indústria Audiovisual).

A questão é que mesmo sem a extinção da Ancine, que segundo o Ministério da Cidadania será mantida, e com um diálogo aberto entre representantes do setor e governo, a indefinição em torno do órgão permanece. A espera, que já dura meses, causou uma paralisação nos processos de liberação de recursos que ameaça não apenas novos projetos, mas também produções que já estavam em andamento.

Premiado com o longa documental Ex-Pajé no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019 , realizado na semana passada pela primeira vez em São Paulo, o produtor e diretor Luiz Bolognesi conta que em sua produtora, a Buriti Filmes, três longas estão parados por causa da crise institucional da Ancine. São eles Viajantes do Bosque Encantado, de Alê Abreu ( indicado ao Oscar pela animação O Menino e o Mundo ); Pedro, de Laís Bodanzky, com Cauã Reymond; e Entre Deuses e Inimigos, do próprio Bolognesi.

Segundo ele, as produções já receberam a maior parte dos recursos, foram filmadas, mas aguardam aportes para finalização que já deveriam ter sido liberados. “Não é falta de recurso, o dinheiro está lá parado há cerca de dez meses, não se sabe por qual motivo”, reclamou o cineasta ao UOL. O impasse, segundo ele, gera ainda um efeito cascata, que atinge empresas e profissionais que prestam serviços e que não estão sendo contratados.

Leia mais clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em agosto, 22 2019.

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