MG: A periferia nos cinemas

Matéria do Globo Online, de Matheus Pichonelli em 12.08.2019, fala sobre o “novo cinema mineiro”, que transforma histórias de gente comum em alguns dos filmes mais elogiados da atualidade:

Contagem, na periferia de Belo Horizonte, é o destino mais óbvio quando alguém se pergunta o que une a nova geração de cineastas mineiros que está fazendo um mergulho profundo, e com conhecimento de causa, nas periferias brasileiras. De lá saíram diretores como Affonso Uchôa, de “Arábia” , e André Novais, de “Temporada” , vencedores das duas últimas edições do Festival de Brasília. E ainda Maurílio Martins e Gabriel Martins, de “No coração do mundo” (em cartaz no Instituto Moreira Salles, no Rio).

Mas é no entorno do Cine Humberto Mauro, na capital mineira, que estão as origens e referências cinematográficas dos jovens contagenses. Ali, nos bares próximos do lendário cinema de repertório, eles compartilham vivência e a cinefilia com outros realizadores mineiros, como Juliana Antunes, de “Baronesa”, e Samuel Marotta e Ewerton Belico, de “Baixo Centro”, filmes vencedores do Festival de Tiradentes em 2017 e 2018, e que também acompanham a rotina de personagens periféricos da grande BH (“Baixo Centro” chega aos cinemas ainda este ano). Marotta, Uchôa e Novais têm ainda em comum o fato de terem trabalhado como programadores do Cine Humberto Mauro.

Lançado este mês, “No coração do mundo” é um mergulho atualizado no chamado Brasil profundo e coloca em outra perspectiva a fala mansa usualmente associada ao estereótipo do mineiro que come pelas beiradas.

— Nossa busca é apresentar as vozes dessa realidade complexa e heterogênea que são as periferias do Brasil. Mas não representamos ninguém, nós apresentamos — diz Maurílio Martins.

Filmar a periferia, segundo os diretores, não é uma escolha “ideológica”, mas prática: lá estavam as vivências, os personagens e as histórias.

— A periferia sempre foi retratada pelo olhar estrangeiro. Quando a gente chega ao universo do cinema, o olhar é distinto e provoca um certo estranhamento. A gente chuta a porta com uma linguagem mais ousada e planos mais complexos — resume.

Leia mais clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em agosto, 19 2019.

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