João Carlos Barroso (1950-2019)

João Carlos Barroso

O ator João Carlos Barroso faleceu em 12.08.2019 aos 69 anos. A notícia da morte foi confirmada por amigos do artista nas redes sociais. No site da revista Marie Claire:

Segundo o ator Mário Cardoso, João Carlos sofria de câncer há algum tempo. O ator Mario Cesar Nogueira também falou sobre a morte do amigo. “É com imensa tristeza que recebo esta notícia. Nosso grande amigo. João Carlos Barroso – Barrosinho, Colega de profissão e de grandes lutas. Parceiro de futebol dos artistas inúmeras vezes, nos deixou. Que Deus o receba em seu reino de luz. Meus sentimentos à família”, publicou na madrugada desta terça.

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Sua novela mais recente foi “Sol nascente”, de 2017, onde interpretou o delegado Mesquita, e atuou no “Zorra Total” por muitos anos.

Figueira (Felipe Wagner), Jim (Anderson Oliveira) e Sampaio (João Carlos Barroso) no Zorra Total

No site Memórias Cinematográficas:

João Carlos de Albuquerque Melo Barros nasceu em 28 de fevereiro de 1950, na cidade do Rio de Janeiro. Destacou-se na televisão como o Tavico de Estúpido Cupido (1976) e o Toninho Jiló de Roque Santeiro (1985).

Barroso começou a atuar ainda criança, mas ganhou fama a partir de seus trabalhos na televisão.

João Carlos Barroso

Sua estréia como ator foi no filme Pedro e Paulo (1961), uma co-produção argentina-brasileira, estrelada por Jardel Filho, Francisco Cuoco e Jece Valadão. Na época, ele tinha 10 anos de idade, e havia sido descoberto pelos produtores quando jogava bola na rua, com amigos.

Em 1962 ele ingressou no teatro, mesmo ano que estreou na TV, fazendo o teleteatro Os Inocentes, na TV Tupi.

João Carlos Barroso e Heloisa Millet

Ainda ator mirim, fez inúmeros teleteatros na Tupi e TV Rio, e estrelou a novela David Copperfield (1964), também na Tupi.

Djenane Machado e João Carlos Barroso em Estúpido Cupido

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Leia também:
João Carlos Barroso: os primeiros passos de um ator coadjuvante, por Vilmar Ledesma

No cinema, João atuou nos filmes:

– 1962 = Pedro & Paulo
– 1963 = A Espada Era a Lei – Arthur/Wart (dublagem)
– 1976 = O Pistoleiro – José
– 1979 = Nos Tempos da Vaselina – Onofre
– 2000 = Um Anjo Trapalhão – Zé do Santinho
– 2004 = Dona Eulália (Curta-metragem) – Eusébio

Foi como dublador que emprestou sua voz para o jovem Rei Arthur da versão brasileira de “A Espada Era a Lei” (The Sword in the Stone, 1963), animação da Disney. Já “Nos Tempos da Vaselina” é um filme brasileiro do gênero pornochanchada, lançado em 1979 com direção de José Miziara. No elenco, João Carlos Barroso era o protagonista Onofre e contracenava com Kate Lyra, Aldine Müller, Andrea Camargo, Alvamar Taddei, Maurício do Valle, Petty Pesce, Marcos Jardim, Nidia de Paula, Meiry Vieira, Canarinho, Fernando Reski, Ângelo Antônio, Carlos Lyra e Myone Pimentel.

Mas sem dúvida seu maior sucesso foi na TV, em “Estúpido Cupido”, como o inesquecível Caniço. Outro papel marcante foi o de Toninho Jiló em Roque Santeiro (1985), papel que já seria seu na versão censurada de 1975.

Mas João Carlos fez inúmeras novelas. As principais de sua carreira, entre outras novela e miniséries:

Como Toninho Jiló

– 1973 = O Bem Amado – Eustórgio
– 1973 = Os Ossos do Barão – Ricardo
– 1975 = Pecado Capital – Valter
– 1976 = Estúpido Cupido – José Otávio ‘Tavico / Caniço’
– 1977 = Locomotivas – Paulo
– 1978 = O Pulo do Gato – Nando
– 1978 = Pecado Rasgado – Geraldo
– 1978 = Marron Glacé – Luís César
– 1980 = Chega Mais – Luís
– 1982 = Os Imigrantes – Terceira Geração (Rede Bandeirantes)
– 1983 = Pão Pão, Beijo Beijo – Benedito ‘Benito’ Cantarelli
– 1984 = Livre Para Voar – Álvaro ‘Alvinho’
– 1985 = Roque Santeiro – Toninho Jiló
– 1987 = Direito de Amar – Danilo
– 1989 = O Salvador da Pátria – Fidélis
– 1990 = Mico Preto – Waldisney
– 1992 = Pedra sobre Pedra – Arquibaldo
– 1993 = Mulheres de Areia – Daniel
– 1994 = Tropicaliente – Plínio
– 1998 = Era uma Vez – Jorge José ‘J.J.’
– 2000 = Uga Uga – Pereirinha
– 2001 = Malhação – Delegado Almeidinha
– 2001 = O Clone – Severino

Leia também:
Atores de ‘Estúpido Cupido’ se reencontram 40 anos depois

Tião d’Ávila, João Carlos Barroso, Françoise Forton e Ney Latorraca

~ por Tommy Beresford em agosto, 13 2019.

Uma resposta to “João Carlos Barroso (1950-2019)”

  1. triste morreu jovem

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