Ruth de Souza (1921-2019)

Ruth de Souza

Ruth de Souza

De acordo com o portal G1, morreu em 28.07.2019 a grande atriz Ruth de Souza, de 98 anos:

Ela estava internada no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Copa D’Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Este ano, Ruth foi homenageada pela escola de samba Santa Cruz durante desfile da Série A do carnaval do Rio. O último trabalho dela na TV Globo foi na minissérie “Se eu fechar os olhos agora”, também em 2019.

Ruth de Souza nasceu em 12 de maio de 1921, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A primeira atriz negra a se apresentar no Theatro Municipal . Ela fez história no dia 8 de maio de 1945, ao se apresentar em “O Imperador Jones”, de Eugene O’Neil, numa montagem do Teatro Experimental do Negro, grupo fundado por Abdias Nascimento e Agnaldo Camargo. E seu feito ajudou a abrir caminho para o artista negro no Brasil.

Na televisão, foi uma das pioneiras. Passou pela TV Tupi, pela Record, TV Elxcelsior e, em 1968, Ruth de Souza foi contratada pela Globo para atuar na novela “Passo dos Ventos”, onde interpretou a mãe de santo Tuiá, uma mulher sábia cujos antepassados eram escravos, no Haiti.

Logo depois, deu vida à Tia Cloé, uma escrava que liderou a luta pela liberdade nos Estados Unidos da Guerra de Secessão. Foram mais de 20 papeis na emissora, em quatro décadas de trabalho.

O último trabalho da atriz na TV foi na minissérie “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, este ano. Na história recriada por Ricardo Linhares a partir do romance original de Edney Silvestre, ela viveu Madalena. Idosa e abandonada, a personagem era ‘adotada’ pelos meninos Paulo Roberto (João Gabriel D’Aleluia) e Eduardo (Xande Valois) antes de ser assassinada de forma brutal e misteriosa.

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Update 20h45 – O velório da atriz Ruth de Souza será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, das 10h às 16h desta segunda-feira, aberto ao público. A informação foi confirmada ao UOL por Claudia Mastrange, jornalista e amiga da atriz. O local cedido para o cerimonial é parte da história de Ruth de Souza, já que ela foi a primeira atriz negra a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na peça O Imperador Jones, de Eugene O’Neil, em 1945.

Cleyde Yáconis, Ruth de Souza, Beatriz Segal, Rosamaria Murtinho, Nicete Bruno, Tônia Carrero, Dercy Gonçalves, Marília Pêra, Eva Todor.

Por Miguel Arcanjo Prado:

A morte da atriz Ruth de Souza, uma das mulheres mais importantes na história da dramaturgia brasileira, aos 98 anos, neste domingo (28), revela a pouca valorização que esta grande artista teve na televisão brasileira, enchendo o país não só de tristeza, mas também de vergonha e remorso.

Mulher negra pioneira nas artes cênicas e nome fundamental do teatro brasileiro moderno, tendo feito história ao lado de nomes como Abdias do Nascimento, Ruth viveu na pele o preconceito racial e o racismo estrutural brasileiro.

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Matéria de 02 de março de 2019 no site Carnavalesco:

A homenagem da Acadêmicos de Santa Cruz para Ruth de Souza foi além das expectativas. Apesar da chuva, a atriz de 97 anos, veio à frente da escola, no abre alas. Junto dela, segurando um guarda-chuva para proteger a mãe, Daniele Ornelas, também atriz e filha do coração da grande homenageada. Elas se encontraram há mais de 20 anos.

Ruth de Souza durante desfile da Santa Cruz

Daniele conversou com o site CARNAVALESCO e apontou sua mãe como uma inspiração para várias gerações de artistas e revelou que está sendo gravado um filme sobre a vida da atriz, intitulado “Diálogos com Ruth de Souza”. A equipe de filmagem acompanhou o desfile e segue acompanhado o dia a dia atriz.

O projeto é dirigido pela cineasta Juliana Vicente, selecionada pelo programa Rumos 2015-2016, do Itaú Cultura. O filme deve chegar às telonas ainda esse ano.

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No Globo Online:

Primeira atriz brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema (o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1954), Ruth de Souza também é reconhecida como a primeira atriz negra a construir uma carreira no teatro, no cinema e na televisão.

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Update 29.07.2019 13h30 – No portal G1:

A atriz Nathalia Timberg lembrou da trajetória e da luta de Ruth para os negros no meio artístico. “É uma mulher que construiu um lugar no teatro, um lugar nas artes cênicas brasileiras para o ator negro. Eu conhecia a Ruth desde 1948. Foi quando eles começaram a batalhar pra trazer pra um ator negro no Brasil a posição que ele tem por direito, pelo que ele é, não pela etnia em sim, mas pelo grande talento que tem e pelo muito que tem a contribuir na formação da nossa cultura”, disse Nathalia.

Já o ator Lázaro Ramos disse que Ruth era “como uma mãe” para uma geração inteira de atores mais jovens.

“Além da atriz incrível, de ser um exemplo, de ser uma força da natureza, ela fazia uma coisa: ela chamava a gente na casa dela. Chamava os atores jovens pra assistir filme com ela. Viveu 98 anos, mas era uma pessoa muito presente nas nossas vidas. A gente aqui agora segue com saudade. Ela era um exemplo lindo e fazia isso [a luta pelos artísticas negros] com elegância. Era como uma mãe pra gente”, afirmou Lázaro.

A atriz Taís Araújo destacou a importância do legado de Ruth, ressaltando que, apesar da idade avançada, ela estava “absolutamente lúcida”.

“A nossa geração inteira conseguiu celebrar muito a Ruth. Observar, honrar, aprender e a gente lamenta tanto. Aos 98 anos viveu muito, mas ela estava absolutamente lúcida e essa é uma grande perda. Ela deixa um legado gigantesco. Semeou muito. Ela semeou demais. A gente está aqui pra seguir”, disse Taís.

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~ por Tommy Beresford em julho, 28 2019.

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