Trapalhadas Sem Fim: Produção de Rafael Spaca sobre Os Trapalhões

Com depoimentos de Caetano Veloso, Angélica, Fagner, Tom Cavalcante, Tony Ramos e Regina Duarte, entre outros, o diretor Rafael Spaca está terminando a produção do documentário e da série ‘Trapalhadas Sem Fim’, ainda sem data de estreia. No jornal O Dia:

Saudade, tristeza e revolta. Esses são alguns dos sentimentos que o diretor Rafael Spaca promete provocar em quem assistir ao documentário e à série ‘Trapalhadas Sem Fim’, ainda sem data de estreia, que conta os bastidores polêmicos envolvendo ‘Os Trapalhões’. “Divisão de lucros, amizade na vida real, puxadas de tapete, separação do grupo. Renato (Aragão) bom moço ou não? A série vai incomodar muitas pessoas”, promete Spaca, que ainda tem esperança de ouvir Aragão.

Rafael Spaca

“À medida que você é citado nas entrevistas, é importante dar a chance de o outro lado se posicionar. Renato era o líder do grupo, natural que tenham opiniões favoráveis e contrárias a ele. Para não ficar só de um lado, gostaria muito que ele respondesse algumas dessas histórias. O bom jornalismo pede isso, o problema é que nem todos gostam do bom jornalismo”, provoca Spaca, que vai além: “Se conseguir falar com o Renato, aciono o Dedé”.

Procurada, a Renato Aragão Produções, que cuida da carreira do artista, esclareceu que o ator não participará do documentário por “questões jurídicas e contratuais”.

O programa ‘Os Trapalhões’ era um humorístico de sucesso formado por Renato Aragão (Didi), Manfried Sant’Anna (Dedé), Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias, morto em 1990) e Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum, morto em 1994). Ficou no ar na Globo de 1977 a 1995. Entre as confusões envolvendo os atores e humoristas, Spaca diz que a maior delas foi a separação do grupo em 1983. “A história é muito diferente da que o Renato contou em sua biografia”, diz.

Spaca conta que a ruptura do grupo aconteceu também por uma questão artística. “Mas o que mais pegou foi o lado financeiro. No documentário, o público cairá para trás quando descobrir o percentual de cada um. É assustador”, revela, em tom de suspense. Quando questionado sobre o que levou ao fim de ‘Os Trapalhões’, o diretor é categórico: “A morte do Zacarias (em 1990). Sem ele, o grupo não foi mais o mesmo. Para mim, acabou ali, mas eles prosseguiram, sem a mesma verve”, observa.

Leia mais clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em julho, 12 2019.

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