Rubens Ewald Filho (1945-2019)

Rubens Ewald Filho

Um dos maiores especialista em cinema do Brasil, o jornalista e crítico Rubens Ewald Filho faleceu em 19.06.2019. No site da Veja:

A informação foi confirmada a VEJA pelo ator Germano Pereira, amigo, e por Bia Venturini, assessora de imprensa do crítico.

Ewald Filho estava internado em estado grave desde o dia 23 de maio, no Hospital Samaritano, em São Paulo, após sofrer um desmaio seguido de queda. Marta Giovanelli, assistente do jornalista, afirmou que a queda foi causada por uma arritmia cardíaca.

Leia mais clicando aqui.

Nascido em Santos, ele tinha 74 anos. No portal G1:

Rubens dizia que já tinha assistido a mais de 37 mil filmes. Fez trabalhos como roteirista de novelas como “Gina”, “Éramos Seis”, “Drácula, Uma História de Amor” e “Iaiá Garcia”, entre outras. Também como ator teve participações em filmes como “Independência ou Morte” e “Amor Estranho Amor”.

Texto de Vilmar Ledesma de 2002:

“A vida só tem de previsível a sua imprevisibilidade.” A frase do filme “Ratatouille” vem faceira quando sento para escrever sobre o Rubens Ewald Filho. Faço as contas e percebo que o conheço há quase 25 anos.

Em setembro de 1988, começava como jornalista no Diário do Sul, em Porto Alegre. Rubens apareceu na cidade para participar de um festival de cinema e fui entrevistá-lo. O mercado de vídeo (VHS) também engatinhava e o sempre pioneiro Rubens escrevia para jornais e revistas, e fazia os famosos guias de filmes que criaram escola.

Lembro que me surpreendi com a amabilidade daquele homem grandão. Não fazia ideia, mas, um ano depois, eu já morava em São Paulo, trabalhava numa revista e uma das minhas primeiras entrevistas lá foi com… Sim, com ele, o crítico de cinema mais conhecido do País, que lançava o “Dicionário dos Cineastas”, o primeiro livro do gênero no Brasil. E Rubens lembrava da entrevista de Porto Alegre.

Pouco tempo depois, tive a honra de ser um de seus colaboradores. E, mais tarde, voltamos a nos encontrar na HBO, onde foi diretor e formou uma daquelas equipes de sonho que conjugam trabalho e diversão com semelhante intensidade.

Rubens é crítico de cinema e dos bons. Mas o que mais me chama a atenção é que, antes de ser crítico, ele é fã de cinema e não abre mão disso. É homem de gestos largos e fala idem, sempre com histórias deliciosas; fala com paixão das coisas que gosta. Em seu estilo de escrever, criou uma ponte entre o crítico e o fã. “No Brasil, os críticos mantinham a postura de não falar a linguagem do público”. Tirei essas aspas de uma de nossas primeiras entrevistas.

Leia o texto completo clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em junho, 19 2019.

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