Ancine: Desdobramentos da crise

Matéria no site da Carta Capital fala da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que em 2019 está passando pela maior crise e sua história:

Desde que uma auditoria do Tribunal de Contas da União foi divulgada, em 29 de marco deste ano, apontando problemas nas prestações de contas do órgão regulador, o setor audiovisual está apreensivo. Um acórdão do TCU define que a Ancine só pode celebrar novos contratos de fomento “quando dispuser de condições técnico-financeiro-operacionais para analisar as respectivas prestações de contas”. Como a Ancine hoje não dispõe destas condições, na prática a decisão do TCU suspende quaisquer repasses de recursos públicos federais ao audiovisual. Quatro elementos descritos neste artigo evidenciam o caminho que levou à situação atual.

Entre dezembro de 2006 e maio de 2017, a Ancine experimentou a mais longa presidência de uma agência reguladora brasileira, com a indicação de Manoel Rangel, do PCdoB. O poder de Rangel sobre a direção da agência encontra poucos paralelos nos demais órgãos reguladores e cresceu ainda mais a partir do início de 2013, quando o PCdoB passou a ter dois dos quatro diretores da Ancine, além do voto de minerva de seu presidente.

A influência de Rangel se prolongou até o governo Temer, com a nomeação do ex-procurador geral da Ancine, Alex Braga. Mas foi também no governo Temer que a presidência da agência trocou de mãos e uma disputa teve início. A partir da nomeação de Sérgio Sá Leitão para ministro da Cultura, dois novos diretores foram indicados para a Ancine: Christian de Castro (o atual presidente) e Mariana Ribas (que já renunciou para assumir o posto de secretária de Cultura da gestão Crivella, na prefeitura do Rio de Janeiro). De caráter autoritário, a presidência de Rangel dispunha de pouco apoio entre os servidores da Ancine e, por isso, foi relativamente fácil para Castro trocar praticamente todos os cargos de gerência da Ancine e iniciar um desmonte da gestão anterior.

Em um ano e meio de presidência, Christian de Castro conseguiu a proeza de ter ainda menos apoio interno do que a gestão de Rangel e também se afastou dos principais agentes econômicos do mercado audiovisual (onde Manoel Rangel ainda goza de grande apoio). Seu padrinho, Sérgio Sá Leitão, foi se abrigar no governo estadual de São Paulo e Castro hoje é um presidente fraco e sem apoios no governo e no mercado.

Leia o artigo completo clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em maio, 02 2019.

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