Jeanne Moreau (1928-2017)

Jeanne Moreau

Jeanne Moreau

De acordo com o portal G1, Jeanne Moreau, um das maiores e mais famosas atrizes do cinema francês, morreu aos 89 anos, segundo anunciou a agência France Presse em 31.07.2017. Seu corpo foi encontrado em casa em Paris:

Moreau atuou em mais de cem filmes durante uma carreira de 65 anos. Ela foi estrela em filmes de consagrados cineastas como François Truffaut (em “Jules e Jim”, o clássico absoluto da nouvelle vague), Orson Welles (“O processo”, de 1962) , Michelangelo Antonioni (“A noite”, de 1961), Roger Vadim, Rainer Werner Fassbinder.

Ela também deixou sua marca no cinema brasileiro ao participar de “Joanna francesa”, de Cacá Diegues. No filme, Jeanne interpreta a dona de um prostítulo em São Paulo que vai para Alagoas atrás de um cliente que morre de amores por ela.

Leia mais clicando aqui.

Ficha da atriz no IMDB:
http://www.imdb.com/name/nm0603402/

Jeanne Moreau

Jeanne Moreau

Jeanne foi vencedora de 3 César e 2 Baftas, entre muitos outros prêmios inclusive em Berlim, Cannes e Veneza. No jornal português Público:

Além da actuação, sendo particularmente conhecida pelos seus papéis na comédia – começou na Comédie-Française logo nos final dos anos 1940, Moreau era também cantora e realizou duas longas-metragens de ficção e um documentário nas décadas de 1970 e 1980. (…) Foi, como assinala esta segunda-feira o diário francês Libération, a primeira mulher eleita para integrar a Academia de Belas Artes do Instituto Francês, há 17 anos.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Por Mauro Ferreira:

Sua discografia contabiliza nove álbuns lançados entre 1960 e 2010, além de quase 30 singles gravados entre 1953 e 1987. Dentre as gravações avulsas da obra fonográfica de Moreau, há fonogramas brasileiros.

Estrela do filme Joanna Francesa (Brasil, 1973), dirigido pelo cineasta alagoano Carlos Diegues, a intérprete gravou a canção-título Joana Francesa (1973) – composta por Chico Buarque com letra engenhosa pautada pela reunião de palavras em português que evocam a sonoridade da língua francesa – para a trilha sonora do longa-metragem, editada em disco pela gravadora Philips em 1973. É uma bela gravação, feita com suntuoso arranjo de cordas.

Quinze anos depois, Moreau entrou em estúdio com a cantora Maria Bethânia para participar da gravação do Poema dos olhos da amada (Paulo Soledade e Vinicius de Moraes, 1954), feita para um dos melhores e mais interiorizados álbuns da cantora baiana, Maria (1988). No disco de Bethânia, Moreau recita na abertura e no fim da gravação o poema de Vinicius de Moraes (1913 – 1980), vertido para o francês pela própria Moreau com Dominique Dreyfus. O toque do piano de Graziela Madrigal conduz o canto de Bethânia neste registro que reitera o afeto da mitológica atriz – ícone do cinema francês – pela música do Brasil.

Música que Jeanne Moreau também influenciou involuntariamente na década de 1960, sem tomar conhecimento na época. Afinal, Milton Nascimento nunca escondeu que assistir na companhia de Márcio Borges o filme Jules e Jim – Uma mulher para dois (França, 1961), feito pela atriz sob a direção do cineasta François Truffaut (1932 – 1984), foi determinante para o nascimento da parceria musical entre os amigos.

~ por Tommy Beresford em julho, 31 2017.

Uma resposta to “Jeanne Moreau (1928-2017)”

  1. o ceifador anda bem ocupado!

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