Garganta Profunda: Clássico do pornô mundial completa 45 anos em 12.06.2017

Garganta Profunda

Matéria de Fabio Ponso para o Globo Online remete ao dia 12 de junho de 1972, estreia de “Garganta profunda” (“Deep throat”), clássico do sexo explícito mundial:

No Brasil, casais apaixonados celebravam o Dia dos Namorados, enquanto nos Estados Unidos, numa sala de cinema da Rua 42, em Manhattan, Nova York, um acalorado frisson tomava conta dos espectadores na estreia de “Garganta profunda” (“Deep throat”). Tratava-se do primeiro filme com cenas de sexo explícito exibido nos cinemas do circuito tradicional, ao contrário de seus antecessores, exibidos na clandestinidade. Com um orçamento de US$ 25 mil – alto para os padrões do gênero pornográfico –, a obra trazia ainda como novidades a apresentação de personagens inseridos num enredo, de viés cômico, além de um elenco de atores razoavelmente qualificados em interpretação.

Financiado e distribuído por uma família de mafiosos, o longa-metragem de 62 minutos foi filmado em apenas seis dias, em Miami, com roteiro e direção de Gerard Damiano, um ex-cabeleireiro americano. Sua protagonista, Linda Lovelace, de 23 anos, encarna o papel de uma mulher infeliz, que nunca havia alcançado prazer sexual, até se consultar com o Dr. Young (Harry Reems), que enfim descobre o seu problema: seu clitóris se localiza no fundo da garganta. Com isso, ela passa a procurar parceiros bem dotados e finalmente experimenta o orgasmo praticando sexo oral.

Considerado “obsceno”, “Garganta profunda” enfrentou diversas manifestações de grupos conservadores contrários à sua exibição e foi proibido em 23 estados americanos – mas circulava clandestinamente, com a ajuda da máfia. Além disso, recebeu uma enxurrada de processos judiciais e críticas negativas, como a do Bonequinho do GLOBO, publicada na edição de 31 de maio de 1983, que considerou o filme “dispensável e supérfluo diante de sua péssima qualidade”.

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Linda Lovelace (batizada como Linda Susan Boreman) foi descoberta por Damiano de uma forma curiosa: durante uma festa privê, o diretor constatou a “habilidade oral” da atriz, conquistada devido à sua experiência circense como engolidora de espadas. Ao lado de Marilyn Chambers (de “Atrás da porta verde”, de 1972, dos irmãos Artie e Jim Mitchell), e Georgina Spelvin (de “O diabo na carne de Miss Jones”, de 1973, também de Gerard Damiano), Linda compõe a trindade precursora do pornô, sendo lembrada por muitos como a “rainha” do gênero.

Apesar de tudo, a obra se tornou um marco, despertando a atenção de homens e mulheres da classe média americana, além de diversas personalidades – como o escritor Truman Capote, o ator Jack Nicholson, o cineasta Mike Nichols e o cantor Frank Sinatra – que fizeram campanha por sua liberação. A revista “Variety”, o jornal “The New York Times” e os estúdios “Paramount” também destacaram a importância do longa, que logo se tornou uma espécie de trincheira avançada da vanguarda intelectual.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Leia também:
[Resenhas] Lovelace

~ por Tommy Beresford em junho, 13 2017.

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