PE: Mostra Cine e Cidade do Recife 2016

O Cinema São Luiz recebe, em agosto e setembro de 2016, a I Mostra Cine e Cidade do Recife. De acordo com matéria da Folha de Pernambuco, a ideia do evento é fomentar o debate sobre as mais diversas formas de pensar e ocupar a cidade a partir da exibição de filmes que exploram a interseção entre as linguagens do cinema e o campo da arquitetura e urbanismo. A programação ocorre nos dias 12 e 22 de agosto, além de 05 de setembro de 2016:

A mostra apresenta curtas e longa-metragens de diversos gêneros que fazem uma abordagem cinematográfica da cidade. Os temas abordados nas produções vão desde o abandono de áreas centrais à falta de políticas públicas urbanas. As exibições dos filmes acontecerão em bloco, seguidas por debate entre o público, profissionais que atuam no campo acadêmico, no planejamento e gestão de cidades e os diretores dos filmes.

Os ingressos para a mostra custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudante) e estarão à venda na bilheteria do cinema.

PROGRAMAÇÃO:

—– Dia 12 de agosto de 2016 – 19h30 às 22h

– Fotograma (Luís Henrique Leal e Caio Zatti – 9’)

Imagens da cultura e inscrições da barbárie. Fotogramas de um filme que nos falta restituir. O filme utiliza um dos planos filmado no Velho Recife Novo onde a partir de uma pedestre e uma câmera de segurança apontada para o espaço público são lançadas questões sobre gênero, população negra, etc).

– Urbanos (Alessandra Nilo – 15’)

Captado em Recife e Brasília, seu roteiro coloca uma lente sobre uma micro cadeia de acontecimentos, através de cinco histórias cujos protagonistas de diversas camadas sociais matam com armas, com palavras e atitudes e aborda temas familiares às principais capitais e grandes aglomerados urbanos: violência, caos no trânsito, exacerbação do crime (no ambiente público e privado). Urbanos articula em sua narrativa tais situações, conectando diferentes tipos de violência que vão ocorrendo na medida em que os personagens se deslocam pela cidade, por ruas engarrafadas.

– Brasil S/A (Marcelo Pedroso – 1h12’)

O canavial, o extrativismo da terra, a urbanização desenfreada, a lavoura moderna do grande latifúndio, a aristocracia colonial tentando se passar por européia, o pré-sal descoberto em solo marciano numa colonização interplanetária brasileira surreal, desenvolvimentismo tecnológico e o capitalismo.

Debatedores: Luís Henrique Leal, Alessandra Nilo, Marcelo Pedroso e Diego Bis
Mediador: Ana Paula Portella

—– Dia 22 de agosto de 2016 – 19h30 às 22h

– Exília (Renata Claus – 24’)

Dona Bernadete visita Dona Leriana, sua antiga vizinha na Ilha de Tatuoca.

– Entre andares (Aline Van Der Linden e Marina Maciel – 14’45”)

No centro do Recife, cinco pessoas resistem junto a um prédio em estado de degradação. Enquanto contam suas histórias pessoais, memórias do prédio e da cidade são reveladas.

– A Clave dos pregões (Pablo Nóbrega – 15’)

Quatro vendedores recortam a massa sonora da metrópole, em sua essência, musical.

– O Levante (Jonathas de Andrade – 8’45”)

Em O Levante, Jonathas de Andrade traz à tona um universo marginalizado: a cultura do rural que resiste na urbe, e que é cinicamente ignorada pelo poder público. Traz as carroças, os cavalos e as feiras que existem na ilegalidade, que reverberam essa contradição e que revelam as forças políticas e ideológicas que regem a cidade.

– Palomo (Berna Reale – 3’)

Em Palomo, Berna Reale filma uma ação que fez num amanhecer no centro da cidade, em comentário visual sobre o abuso de poder institucionalizado na nossa sociedade. Montada sobre um cavalo branco tingido com tintura vermelha apropriada, a performer aparece usando roupas negras e uma focinheira, objeto intimidante e que ao mesmo tempo refreia a voz.

Debatedores: Renata Claus, Marina Maciel, Pablo Nóbrega e Rud Rafael
Mediador: Chico Sá Barreto

—– Dia 5 de setembro de 2016 – das 15h30 às 17h40 e das 18h30 às 22h)

– O Som ao Redor (Kléber Mendonça Filho – 2h11’)

A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranqulidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa. Enquanto isso, Bia, casada e mãe de duas crianças, precisa achar uma maneira de lidar com os latidos constantes do cão de seu vizinho. Uma crônica brasileira, uma reflexão sobre história, violência e barulho.

– Aquarius (Kléber Mendonça Filho – 2h22’)

Aquarius é um filme de resistência. Uma mulher de 66 anos, crítica musical aposentada, em pé de guerra contra uma construtora que quer demolir o prédio em que mora. Única habitante de um edifício na Praia da Boa Viagem, no Recife dos anos 40, que, não querendo abandonar as suas memórias, torna-se “um foco de resistência para os projetos de uma imobiliária e da sua ferocidade”. É de certa forma, uma metáfora do Brasil, abordando temas como nepotismo, corrupção e cinismo. Um retrato magnífico dos males da sociedade brasileira por meio da Clara “em luta contra a ganância do capitalismo”.

Debatedores: Kleber MF, Érico Andrade
Mediador: Fabiana Morais

Ingressos:
– R$ 5,00 (meia)
– R$ 10,00 (inteira)

~ por Tommy Beresford em agosto, 11 2016.

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