Cine Fest Brasil-Buenos Aires 2015: Vencedores

A vida e obra da cantora Cássia Eller conquistou o público do “6º Cine Fest Brasil-Buenos Aires”, patrocinado pelo BNDES. O longa homônimo, de Paulo Henrique Fontenelle, foi o grande vencedor do festival, que ocupou o Village Recoleta, entre os dias 18 e 24 de junho de 2015, com  24 títulos da recente safra cinematográfica brasileira. Entre os curtas, outro documentário biográfico levou a estatueta: “Nora”, de Gabriel Mendes e Fernando Muñoz, sobre a nadadora brasileira Nora Rónai. O curta tornou-se bicampeão dentro do Circuito Inffinito, depois de ganhar o troféu na capital uruguaia e agora na Argentina:

A cerimônia de encerramento aconteceu ontem, com casa cheia. O público compareceu em peso para prestigiar a pré-estreia do filme “A Oeste do Fim do Mundo”, de Paulo Nascimento, que entrará em circuito comercial em Buenos Aires. O filme, uma coprodução Brasil-Argentina, foi representado pelo produtor Leonardo Machado, o produtor executivo argentino, Martin Viaggio, e pela assistente de direção, Ane Sidermanque, que apresentaram o longa ao público antes da sessão. A noite contou ainda com uma homenagem ao diretor argentino, Luis Puenzo, ganhador do Oscar pelo filme “A História oficial”. Puenzo foi homenageado com um troféu Lente de Cristal , entregue pela ministra da embaixada do Brasil, Gisela Padovan, e com a exibição de trechos do longa de 1985 restaurado.

A mostra competitiva _ com curadoria de Luiz Dolino, Ricardo Cota, Sérgio Sá Leitão e Walter Lima Júnior -, contou com a participação de 14 longas, entre eles, “Trinta”, vencedor do “6º Cine Fest Brasil-Montevidéu”, representado pelo ator Matheus Nachtergaele; A comédia “Loucas para Casar”, de Roberto Santucci, com a presença da atriz Ingrid Guimarães; “Democracia em Preto e Branco”, de Pedro Asberg, presente entre os convidados do festival; “A Estrada 47”, de Vincent Ferraz, que esteve na abertura do evento; e “A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcante, que também compareceu ao encerramento.

Mas quem se deu melhor foi o documentário “Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle. O diretor esteve em Buenos Aires, mas retornou antes do encerramento e não pode receber o troféu em mãos. O filme foi exibido no segundo dia de festival junto com o curta “Guida”, da diretora Rosana Urbes, e a comédia romântica “Ponte Aérea”, de Júlia Rezende. No doc, o diretor Paulo Henrique Fontenelle, que também assina o roteiro da obra, nos faz reviver a breve, porém marcante passagem da cantora pelo cenário musical nos anos 90. Sob um aspecto social, a morte de Cássia teve uma repercussão nacional que segue até hoje, por conta da guarda de seu filho, que acabou ficando, surpreendentemente, com sua parceira Eugênia.

Entre os nove curtas em competição, outra biografia documental feminina se consagrou vencedora. Dirigido por Gabriel Mendes e Fernando Muñoz, o filme repetiu o feito do “6º Cine Fest Brasil-Montevideu” e levou o segundo troféu Lente de Cristal no Circuito Inffinito. O público se emocionou com a história da nadadora brasileira, Nora Rónai, ouro inúmeras vezes em sua categoria, no Brasil e no exterior. Com apenas 90 anos e com um fôlego invejável tanto dentro como fora da água, fugiu com a família da Itália durante a Segunda Guerra Mundial e foi parar no exuberante Rio de Janeiro.

~ por Tommy Beresford em junho, 26 2015.

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