[Por Onde Andam] Solange Couto / Adele Fátima

Solange Couto

Solange Couto

Pouca gente sabe, mas Solange Couto, a eterna Dona Jura da televisão (“O Clone”, 2001-2002), fez sua estreia na dramaturgia muito antes da novela “Os Imigrantes”, a inesquecível novela da Bandeirantes (1981-1982). No clássico nacional “A Dama do Lotação” (1978), a atriz maranhense esteve no elenco de figuração como uma sambista e, no mesmo ano, como “Solange Santos” (seu nome de batismo é Solange Couto dos Santos), estava na ficha do filme “O Namorador”, baseado em história de Martins Pena e dirigido por  Adnor Pitanga e Lenine Ottoni, lançado no circuito nacional em fevereiro de 1980.

Vale lembrar que Solange começou na carreira artística ainda antes disso no famoso grupo das “mulatas do Sargentelli”, ainda na década de 70, como a “Solange Japona” (curiosamente, uma expressão que não é encontrada no Google), uma das mais belas, lembrada por seu sorriso aberto, corpo perfeito e suas longas pernas. Curiosamente, Sargentelli apresentou problemas cardíacos justamente quando havia sidop convidado para fazer uma participação especial na telenovela “O Clone”, onde Solange arrebatava o público de casa: ele seria um dos freqüentadores do bar de Dona Jura, uma forma de homenagear o radialista, apresentador e empresário da noite. Mas Sargentelli morreu antes, em 13 de abril de 2002. Seria eternamente lembrado por seu show de mulatas que, embora com propostas diferentes, nos anos 70 e 80 eram tão populares nos palcos dos teatros e televisão quanto as chacretes do também saudoso Chacrinha.

Solange Couto em dois momentos nos anos 2000

Solange Couto em dois momentos nos anos 2000

Solange (à direita) e Sargentelli

Solange (à direita) e Sargentelli

Em 2008, Solange assustou seus fãs: sofreu uma isquemia cerebral quando se preparava para subir no palco para encenar a peça “Cinco Mulheres Por Um Fio” na cidade de Porangatu, Goiás. Recuperada, retomou a carreira e, em janeiro de 2011, engravidou de seu terceiro filho, fruto da união com o atual marido, Jamerson Andrade, numa gravidez de risco aos 54 anos: Benjamim nasceu perfeitamente saudável dia 15 de agosto de 2011.

Solange esteve mais recentemente, de setembro de 2013 a maio de 2014, em cartaz na Rede Record com a novela “Pecado Mortal”, de Carlos Lombardi, emissora pela qual esteve contratada até junho de 2014.

Atualmente, aos 58 anos, a atriz voltou à boa forma: fez cirurgias necessárias por conta da perda de 43 quilos em um ano (colocou próteses de silicone nos seios, refez a parede do abdômen, entre outras), depois de fazer uma redução de estômago em janeiro de 2014. Continua casada com Jamerson Andrade e tem três filhos: Márcio Felipe, de 41 anos, Morena Mariah, de 35, e Benjamim, de 4 anos.

Já Adele Fátima deixou a carreira artística e virou ambientalista. Adele foi a primeira rainha de bateria de fato no desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, pela Mocidade Independente, mas se tornou musa do país depois de estrelar o clássico comercial das Sardinhas 88, em 1978.

Adele Fatima

Adele Fatima

Hoje com 61 anos, Adele revela que sua carreira profissional foi marcada por muitos sacrifícios, com direito a todo tipo de preconceito, inclusive por ser negra. Filha de um alemão com uma carioca, nascida e criada na Urca, na Zona Sul do Rio, nos anos 70 já participava do famoso show de mulatas de Sargentelli, posou para diversas revistas masculinas e participou de diversos filmes. De um deles pouca gente sabe: em 1979, atuou em “007 Contra o Foguete da Morte”, ao lado do ator Roger Moore, mas teve suas cenas cortadas (segundo o Wikipedia, a imprensa brasileira noticiou rumores de que estaria tendo um caso com o ator que fazia James Bond, Roger Moore, fato nunca confirmado, e as cenas foram refeitas com a atriz Emily Bolton).

No mesmo ano, se casou e posou de biquíni branco e grinalda para a capa de uma revista. Tempos depois, nasceram os filhos Diogo e Bárbara – que, aos 18, morreu de câncer, segundo matéria do portal G1: leia mais sobre Adele clicando aqui.

No cinema, ainda na década de 70, Adele começou com Carlos Mossi, que dirigiu “Com as Calças na Mão” (1975). Dirigida por ele também esteve, entre outros, em “Manicures a Domicílio” (1977) e “Histórias Que Nossas Babás Não Contavam” (de Oswaldo de Oliveira, 1979), este considerado um clássico do final dos anos 70. Casada há 35 anos, a mulata, atualmente moradora do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, se orgulha de não possuir silicone e nunca ter feito intervenções cirúrgicas.

_historias que nossas babas nao contavam

Leia também:
Por onde andam as antigas musas do Carnaval carioca ? [fevereiro de 2014]
97 anos de Chacrinha: As chacretes antes e depois

Adele em dois momentos

Adele em dois momentos

Um vídeo no portal da Rede Globo:
http://globotv.globo.com/canal-brasil/musas/v/adele-fatima/1531909/

Update 01.04.2018 – Leia também:
[Por Onde Anda] Adele Fátima no Domingo Show de 01.04.2018

Mulatas do Sargentelli, anos 60

Mulatas do Sargentelli, anos 60

~ por Tommy Beresford em maio, 08 2015.

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