Clarice Lispector, 90 anos

Homenagem cinematográfica à grande escritora, falecida em 1977, e que completaria 90 anos em 10.12.2010:

http://colunistas.ig.com.br/monadorf/2010/12/10/o-legado-de-clarice/

Clarice Lispector

Clarice Lispector

“Criar não é imaginação, é correr o grande risco de se ter a
realidade.”

(Clarice Lispector, in “A Paixão Segundo G. H.”)

“Oh, Deus, que faço desta felicidade ao meu redor que é eterna, eterna, eterna, e que passará daqui a um instante porque o corpo só nos ensina a ser mortal ?”

(Clarice Lispector, in “A Maçã no Escuro”)

“O mundo independia de mim e não estou entendendo o que eu disser. Pois como poderia eu dizer sem que a palavra mentisse por mim ? Como poderei dizer senão timidamente assim: a vida se me é. A vida se me é, e eu não entendo o que eu digo. E então adoro.”

(Clarice Lispector, in “A Paixão Segundo G. H.”)

“… E descobri que não tenho um dia-a-dia. É uma vida-a-vida. E que a vida é sobrenatural.”

(Clarice Lispector, in “Agua Viva”)

“Só posso alcançar a despersonalidade da mudez se eu antes tiver construído toda uma voz.”

(Clarice Lispector, in “A Paixão Segundo G. H.”)

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível de ter sentido. Eu não quero a verdade inventada”.

(Clarice Lispector, in “Um Sopro de Vida”)

“Será preciso coragem para fazer o que vou fazer: dizer. E me arriscar à enorme surpresa que sentirei com
a pobreza da coisa dita.”

(Clarice Lispector, in “A Paixão Segundo G. H.”)

“E quando acaricio a cabeça do meu cão sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique.”

(Clarice Lispector, in “A Hora da Estrela”)

“Você há de me perguntar porque tomo conta do mundo.
É que nasci incumbida.”

(Clarice Lispector, in “Agua Viva”)

“O que eu sinto eu não ajo. O que eu ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse.”

(Clarice Lispector, in “A Descoberta do Mundo”)

“Nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.”

(Clarice Lispector, in “A paixão segundo G. H.”)

“Escrever é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu”

(Clarice Lispector, in “A Descoberta do Mundo”)

Em 1976, o biógrafo e escritor José Castello (jornalista de O Globo
na ocasião) perguntou a Clarice Lispector:

JC: “Clarice, por que você escreve?
CL: Vou responder com outra pergunta: por que você bebe água?

JC: Por que bebo água? Porque tenho sede.
CL: Quer dizer que você bebe água para não morrer? Pois eu também:
escrevo para me manter viva!”

~ por Tommy Beresford em dezembro, 10 2010.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: