Linha de Passe: Estréia Hoje

Walter Salles e Daniela Thomas

Walter Salles e Daniela Thomas

Matéria de Rubia Mazzini para o jornal O Dia (foto de João Laet):

Sandra Corveloni gosta de dizer que Cleuza, a doméstica vivida por ela em ‘Linha de Passe’, é a casa para onde os filhos retornam depois de se perderem pelo mundo. A mesma comparação é feita por Daniela Thomas para explicar a parceria com Walter Salles, que já dura 15 anos e ganha novo capítulo com o filme que estréia hoje.

“Waltinho faz seu périplo pelo mundo, mas de vez em quando bate saudade e ele volta para casa”, diz a premiada cenógrafa e diretora, cuja primeira colaboração com o cineasta se deu em 1993, com ‘Terra Estrangeira’.

O sucesso da dupla, conta Walter, é resultado da afinidade artística e de pensamento. “Não há uma divisão clara no trabalho, a gente se complementa. Às vezes pode parecer que a Daniela cuida mais da direção de arte, por exemplo, mas as portas estão abertas para que um opine na área que seria do outro por uso capião”, explica. E quem é o linha-dura da história? “Ela”, ri Walter, prontamente rebatido pela amiga. “Eu?! Ninguém é linha-dura aqui, mas os dois são perfeccionistas”.

Tão perfeccionistas que podem levar seis horas para filmar uma cena de poucos minutos, como aconteceu na seqüência em que Cleuza, grávida de nove meses, começa a sentir as contrações. Isso sem falar no processo de pré-produção, quando o roteiro passa pelo crivo de colaboradores da Videofilmes, a produtora de Walter e do irmão, João Moreira Salles.

“Eles criaram um sistema apelidado de corredor polonês. Pessoas como (os diretores) Sérgio Machado, Karim Aïnouz e Eduardo Coutinho lêem o roteiro e depois fazem críticas duríssimas. Coutinho sempre pergunta ‘você acha que esse filme merece ser feito?’. É torturante”, entrega Daniela.

No caso de ‘Linha de Passe’, a trama de Daniela Thomas e George Moura ainda enfrentou problema externo. Em 2006, o co-roteirista de ‘Central de Brasil’, João Emanuel Carneiro — hoje autor de ‘A Favorita’ —, foi acusado de plagiar um personagem do filme (o motoboy com talento para música) na novela ‘Cobras e Lagartos’ (no papel de Daniel de Oliveira, que tocava sax) e Bráulio Mantovani foi convocado para fazer mudanças na história.

“Bráulio trouxe um olhar fresco”, conta Daniela. Walter põe ponto final na questão: “Não guardo mágoa ou rancor, que é um sentimento nocivo. Prefiro olhar de forma positiva: ficou melhor do que o original”.

A matéria foi encontrada aqui.

~ por Tommy Beresford em setembro, 05 2008.

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