[Resenhas] Sex and The City – O Filme

A sequência que inicia o filme, falando um pouco do que aconteceu com as protagonistas nos últimos anos, é excepcional: edição, texto, imagens, canção. Anuncia “Sex and The City – O Filme” como um grande longa baseado na famosa série de TV.

Aí vem a primeira meia hora: excelente. Também à altura dos 94 episódios – de trinta minutos e às vezes mais – que foram curtidos e fizeram pensar muita gente durante todos os anos em que os espectadores acompanharam assiduamente (ou apenas esporadicamente, como eu) as tramas das personagens de Candace Bushnell, escritora que criou Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes.

A produção de Michael Patrick King, diretor e roteirista, atinge o clímax exatamente aí, bem antes da metade dos longos 148 minutos de exibição. Passada esta fase, o filme começa a ficar morno, triste, melancólico, bem no clima dos acontecimentos retratados ali. E lento. Fica a impressão que o filme se perderia do contexto original.

Mas eis que surge Jennifer Hudson. Embora contracene apenas com uma das protagonistas e seu papel seja efetivamente pequeno, seu bate-bola com Sarah Jessica Parker tira do buraco a segunda terça parte do filme. A última parte também se salva pela volta do personagem que causou todo o rebuliço inicial e pela sequência final que, embalada pelo poder de fogo de uma excelente canção de Jennifer Hudson ao fundo, termina como começa: de forma excepcional.

Entre os coadjuvantes, além de Hudson, destacam-se David Eigenberg, o tarcisiomeirista Chris Noth e a pequena filha de Charlotte (que se chama Lily e é interpretada por duas gêmeas, Alexandra Fong e Parker Fong), fofa demais, e olha que falando apenas uma palavra no filme. As quatro protagonistas – Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon – mais uma vez apresentam suas personagens com toda a força da série, todas excelentes.

Na média, um filme ótimo para quem busca um bom entretenimento e tinha pelo menos alguma familiaridade com a temática da série, um longa bem longo e talvez cansativo para quem não tinha essa familiaridade, e um fecho com chave de ouro para os fãs da série: estes não devem perder essa última e excelente chance de rever e guardar na memória, para sempre, o quarteto.

…..

Deu vontade de ler depois de assistir a “Sex and The City – O Filme”:

Love Letters of Great Men and Women: From the Eighteenth Century to the Present Day

Parece que o livro mostrado no filme não existe de fato, pelo que diz aqui. Mas o mais próximo seria esse aí de cima, que pode ser achado na Amazon, por exemplo.

A carta abaixo, de Ludwig von Beethoven, citada pelo menos em parte no filme, achei aqui.

Letter 3

Good morning, on July 7

Though still in bed, my thoughts go out to you, my Immortal Beloved, now and then joyfully, then sadly, waiting to learn whether or not fate will hear us –
I can live only wholly with you or not at all –
Yes, I am resolved to wander so long away from you until I can fly to your arms and say that I am really at home with you, and can send my soul enwrapped in you into the land of spirits –
Yes, unhappily it must be so –
You will be the more contained since you know my fidelity to you. No one else can ever possess my heart – never – never –
Oh God, why must one be parted from one whom one so loves.
And yet my life in V is now a wretched life –
Your love makes me at once the happiest and the unhappiest of men –
At my age I need a steady, quiet life – can that be so in our connection?
My angel, I have just been told that the mailcoach goes every day – therefore I must close at once so that you may receive the letter at once –
Be calm, only by a calm consideration of our existence can we achieve our purpose to live together –
Be calm – love me – today – yesterday – what tearful longings for you – you – you – my life – my all – farewell.
Oh continue to love me – never misjudge the most faithful heart of your beloved.
ever thine
ever mine
ever ours

L.

~ por Tommy Beresford em junho, 14 2008.

3 Respostas to “[Resenhas] Sex and The City – O Filme”

  1. Lina carta de amor! Ótima resenha.

    Linda carta de amor…

  2. Bela resenha, Tommy, mas creio que o “miolo” do filme ficou mesmo muito lento, e o longa me pareceu longuíssimo! Amante da série – que realmente assisti só agora, nos últimos meses – fiquei com a impressão de que faltou muito, muito mais conteúdo para chegar perto dos episódios, curtos e “no ponto”.
    Pelo menos o gostinho de “quero mais” que a série deixou é atendida. Vamos ao SACT II!

  3. Voltei pois esqueci uma parte importante do comentário: a carta de Beethoven destinada à “minha amada imortal” na verdade são três, e podem ser vistas em português neste blog:
    http://www.jefferson.blog.br/2008/07/cartas-minha-amada-imortal-de-ludwig.html
    Sao cartas realmente lindas e ninguém sabe quem era a tal amada, apesar de suposições existirem e até o filme “Minha Amada Imortal” ter apontado uma provável “suspeita”. O filme é di-vi-no e gostaria de recomendá-lo a quem ainda não o assistiu.

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