[Cineclube DVD] Semana de 27.10 a 02.11.2012 – O Portal do Paraíso

Olá, pessoal!
Fazer sucesso em Hollywood é uma coisa efêmera. Os deuses do olimpo de hoje podem ser os vassalos de amanhã. O sucesso é inebriante e manter-se nele é o grande problema. Muitas estrelas e astros da meca do cinema surgiram como cometas e se dissiparam no céu. Também diretores, e muitos. Fazendo esta entrada, o Cineclube DVD desta semana ilustra alguns fatos e destaca alguns exemplos de que nem sempre o que reluz brilha para sempre.
Fazendo rápida pesquisa pela internet podemos ver produções que amargaram fracassos de bilheteria e não conseguiram o retorno do capital investido pelos estúdios. Esses desastres muitas vezes enterraram carreiras de diretores promissores.
Recentemente vi, na internet, a versão integral do subestimado “O Portal do Paraíso” (Heaven’s Gate), de 1980. Lembro que, quando estreou nos cinemas, ele tinha mais ou menos uns 120 minutos. O filme foi massacrado pela crítica e ignorado pelo público. Não deu para entender muito a história desenrolada na tela. O filme, dirigido por Michael Cimino, teria sido realizado aproveitando a rápida ascensão do diretor que vinha do mega-sucesso “O Franco Atirador” (Dear Hunter), oscarizado e cheio de loas das críticas pelo mundo. Foi alçado ao olimpo e lá recebeu a incumbência de realizar “O Portal do Paraíso”… mas, se você não sabe administrar o sucesso, ele se vira contra você mesmo. Foi o que aconteceu. Cimino, metido a perfeccionista, estourou todos os prazos e orçamento do estúdio United Artists. Resultado: o filme custou US$ 44 milhões (uns US$ 110 milhões nos valores atuais) e rendeu apenas US$ 1,5 milhões !! Um fracasso de quase 100%. A United Artists foi à falência. Dizem que o filme tinha quatro horas e meia. Tiveram que cortar três horas e meia do filme na versão que chegou aos cinemas. Ficou difícil não é mesmo?
Mas sempre achei que o filme tinha qualidades e a marca do diretor Cimino esta impressa na fita, apesar dos cortes impostos.
Depois de muitos anos Cimino parece que conseguiu juntar algumas partes faltantes do seu filme catástrofe. A versão do filme que vi na internet tem 218 minutos, mais ou menos três horas e meia de filme. É nesta versão que o filme se sustenta e surge muito belo e vigoroso, com imagens mais que bonitas do meio oeste americano e fotografia maravilhosa. Se o filme foi rotulado como fracasso é porque não deixaram a obra inteira ser apresentada. Tremenda injustiça!
Em 1890, no estado americano de Wyaming, EUA, um xerife (Kris Kristofferson), tenta o possível para proteger fazendeiros, imigrantes europeus, de ricos criadores de gado da região. Uma guerra sangrenta se aproxima contra os senhores das terras que matam e hostilizam os agricultores recém chegados.
No elenco, Chistopher Walken, Isabelle Huppert, John Hurt, Sam Waterson entre outros.
Alguns outros fracassos de Hollywood: “A Reconquista”, “A Revolução”, “Piratas”, “ISHTAR”, entre muitos. Sempre haverá histórias boas e más, conviver com elas e dar a volta por cima é o grande desafio.
Fiquem com as dicas!
Boa diversão.
Al Hitch














