[Cineclube DVD] Semana de 06 a 12.10.2012 – Cidade das Mulheres

Olá, pessoal!
Marcello Mastroianni (28 de setembro de 1924 / 19 de dezembro de 1996) estaria completando 88 anos em 2012. Um grande ator que todos nós, fãs, admiramos. Durante sua vida, quase toda dedicada ao cinema, deixou um legado extenso de filmes que começou no final dos anos 30. É considerado o maior ator italiano e um dos melhores de todos os tempos.
Com amplos recursos na arte de representar qualquer gênero, Mastroianni lapidou o seu sucesso internacional na imagem (injusta) de um latin lover do qual lutou para desvencilhar-se, aceitando papéis que pudessem desconstruir esse mito, como no filme “O Bello Antonio”, de Mauro Bolognini, em 1960.
Trabalhou em dezenas de produções italianas e internacionais. Com o diretor Federico Fellini alcançou o seu primeiro mega sucesso: “A Doce Vida” (La Dolce Vita), de 1960. O filme foi ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes, além de outros prêmios e indicações importantes. Esta parceria com Fellini continuaria ao longo de sua carreira. Depois viriam: “8 1/2″, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (1963), “Cidade das Mulheres” (1980), “Ginger e Fred” (1986) e “Entrevista” (1987). Neste filme Fellini fez uma grande homenagem a Cinecittá, onde realizou a maioria das suas produções. Atualmente os estúdios de Cinecittá passam por enormes dificuldades financeiras por conta dos problemas econômicos na Itália e na Europa de modo geral.
O Cineclube DVD desta semana homenageia o grande ator com CIDADE DAS MULHERES (La Città delle Donne). É um dos trabalhos mais oníricos da fase final do grande diretor. Uma comédia dramática na qual está exposta a mais frequente obsessão de Fellini, as mulheres. Para quem não está habituado a esse universo, as mulheres dos filmes de Fellini são mostradas na sua plenitude: dominadoras, sensuais, profanas, adiposas e deusas que brincam com o inconsciente do espectador. Um verdadeiro circo no qual estamos no picadeiro e elas na plateia.
Durante um viagem de trem, Snàporaz (Mastroianni) conhece uma bela mulher. Seduzido por ela, desce do trem e a segue no meio de uma floresta onde se depara com um prédio lotado de mulheres. Parece uma convenção feminista. Melhor, ele é o único homem nesta fantasia metade sonho, metade pesadelo, numa cidade de mulheres em que será julgado e referenciado por ser o único especie masculino presente. O que fazer: buscar ou fugir dessa fantasia que lhe entorpece os sentidos normais?
Um fascinante exercício de interpretação do ator. Vale a pena assistir ao DVD que chega com versão restaurada e com muitos extras.
Fiquem com as dicas!
Boa diversão.
Al Hitch














