[Resenhas] O Amor e Outras Drogas

Enquanto não ouvimos a voz de Anne Hathaway em “Rio”, de Carlos Saldanha, com estreia prevista para meados de 2011, podemos nos deliciar com seu talento enorme em “O Amor e Outras Drogas“. Não levou a indicação ao Oscar 2010/2011, mas tanto ela quanto Jake Gyllenhaal foram indicados ao Globo de Ouro e ao Satellite Awards.
O filme certamente será rotulado preconceituosamente entre o “mais uma comédia romântica” e o “filme tipicamente americano”. Seja isto ou aquilo, vai além da boa diversão e traz desempenhos admiráveis da dupla protagonista, ambos em cenas ousadas para um (ops) “filme tipicamente americano”, mas nada que surpreenda o espectador brasileiro. Falar de seios e traseiros à mostra pode dar uma sensação errada: é um ótimo filme, com bom roteiro, uma direção segura de Edward Zwick (de “Diamante de Sangue”, “O Último Samurai” e “Lendas da Paixão”) e (mais uma) ótima trilha de James Newton Howard (acabei de falar dele em “O Turista“).
Para meu prazer, além da ótima química de Hattaway e Gyllenhaal, os coadjuvantes também ajudam, entre eles o excelente Hank Azaria (que eu sempre lamento de ser pouco conhecido e valorizado), Oliver Platt, George Segal e Jill Clayburgh (em um de seus últimos filmes, ela faleceu em 2010).
A única coisa incompreensível são os retoques que fazem em Anne Hathaway nos cartazes de seus filmes (além deste, vale lembrar o cartaz brasileiro de “Noivas em Guerra”)… E a pergunta que não quer calar: a Pfizer patrocinou o filme ?
O final pode parecer óbvio, mas não poderia se esperar um desfecho ruim para este delicioso filme de amor. Compre sua pipoca e aproveite.
Tommy Beresford













Puxa Tommy, de novo discordando…
Bobíssimo filme, cerca de 2 horas perdidas… Só a trilha sonora – concordo! – vale a pena!
Malice, às vezes os filmes bobos são divertidos e dão leveza ao cotidiano.
Um abração !