A Vitalidade de Kane

Matéria de André Setaro, de Salvador, para o Terra Magazine:

Nas mais recentes pesquisas, para se saber qual o maior filme de todos os tempos (a recente da inglesa Empire, que escolheu O poderoso chefão, apenas registra opiniões de aficionados), Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941), de Orson Welles, encontra-se sempre em honroso primeiro lugar. Qual o fascínio que exerce este filme através dos tempos, incapaz de ser tirado do topo de todas as listas? Estréia de Orson Welles no cinema, o qual, antes, somente fizera uma curta metragem, Citizen Kane é considerado o ponto de partida da linguagem do cinema contemporâneo. Havia “um” cinema antes de “Kane”, e, “outro”, renovado, depois deste filme.

Curiosamente, no entanto, lançado no Brasil em 1942, levou 15 anos sem ser apreciado, desaparecido das telas, até que uma iniciativa do crítico Antonio Moniz Viana, numa retrospectiva do cinema americano, colocou-o, de novo, à vista de uma nova geração, que o viu admirado, ou mesmo estupefato (como conta José Lino Grunewald em “Um filme é um filme”, antologia, organizada por Ruy Castro, e editada pela Companhia das Letras, de seus escritos na imprensa).

Em 1968, a extinta revista Filme/Cultura, numa ampla enquete entre os críticos brasileiros, para eleger o melhor filme da história, lá estava Cidadão Kane como o mais cotado, o mais apreciado, em primeiríssimo lugar. O filme, que tem excelente cópia em DVD da Warner (há uma espúria, da Continental), permanece atual, vibrante, como se tivesse sido feito no ano em curso.

Leia o texto completo no site do Terra Magazine, clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em Outubro, 07 2008.

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