Rios Vermelhos e Teorias do Passado Recente

Do blog amigo “Pensamentos de Uma Batata Transgênica, de Luciana Naomi:

De vez em quando eu penso que escrevi sobre um determinado assunto e descubro que não, aquilo ficou só no pensamento mesmo. Por isso que meu sonho de consumo é um leitor de mentes – leitor e tradutor, pra desembaraçar tudo o que fica atravancado lá, igual naquele sótão que aparece na mente do personagem principal do filme Apanhador de sonhos e que é a única coisa que presta no filme inteiro, brrr. Mas tou mudando de assunto, o tema aqui é o oposto de Apanhador, é um filme qua tá na minha lista de TFF.

Rios Vermelhos [Les Rivières Pourpres ou Crimson Rivers, França/2000] passa direto na TV; alguns canais exibem uma versão dublada em inglês com legenda em português, fuja dela, corra! porque fica uma porcaria. Jean Reno tem um timbre de voz bem característico e boa parte da sua atuação vem da modulação que ele imprime; é um instrumento de trabalho do cara e dublar é um pecado. Vincent Cassel não chega a tanto, mas a dublagem anasalada que jogaram nele é criminosa. Na dúvida, prefira sempre o original.

A trama mexe com um dos medos crescentes nesta era de manipulação genética mas, ao contrário de Gattaca (…), não se trata de ficção científica futurística e sim de uma trama policial com um pouco de horror que põe no debate o desenvolvimento de teorias do passado recente, especificamente a eugenia nazista transposta para uma comunidade intelectual fechada nos Alpes franceses. E acho que é isso o que dá um clima maior de terror aqui, mais do que os assassinatos que o Comissário Niemans e o Tenente Kerkerian devem desvendar: a frieza com que uma mente inteligente pode determinar que os meios justificam os fins, com o objetivo de criar uma raça superior.

Leia o texto completo clicando aqui.

~ por Tommy Beresford em Outubro, 02 2008.

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