Dulce Veiga e o Fascínio do Cinema
Matéria de João Carlos Sampaio para A Tarde Online:
Cineasta sazonal, o diretor paulista Guilherme de Alm eida Prado, 53 anos, não apresentava um filme desde que lançou A Hora Mágica, há dez anos.
Agora, está em cartaz com Onde Andará Dulce Veiga? , seu quinto longa-metragem, em que reúne algumas de suas musas de outras jornadas, como as atrizes Maitê Proença e Christiane Torloni. Novamente é a reverência ao próprio cinema que funciona como busca principal.
A história do projeto de Onde Andará Dulce Veiga? começou no final dos anos 1980, quando Guilherme se encantou com uma crônica do escritor e jornalista Caio Fernando Abreu, que se chamava Onde andará Lyris Castellani?, sobre uma atriz desaparecida. O diretor convidou Abreu para juntos desenvolverem um roteiro.
Em vez de simplesmente criarem a transposição, a dupla retomou um projeto de romance de Caio Fernando Abreu que se chamava Dulce Veiga. Criaram as bases de uma nova história. O livro foi publicado em 1990. Só que o filme não saiu. O governo Collor desestruturou o fomento à produção de cinema no País, e o roteiro foi para a gaveta.
Somente dez anos após a morte de Caio Fernando Abreu, que faleceu aos 47 anos, em 1996, Prado retomou a história. O cineasta nunca negou que este seria o seu projeto mais importante, que, de certa forma, sintetiza o tipo de cinema que ele persegue desde o início da carreira.
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